Agora, quase dois terços da força de trabalho é de trabalhadores formais. Com a expansão do emprego formal, os informais recuaram para 37,8% da força de trabalho, numa total inferior a 40 milhões de trabalhadores.
Está ocorrendo também uma redução na mão de obra subutilizada, que inclui os que trabalham menos tempo do que gostariam e poderiam e os desalentados — aqueles que desistiram de procurar uma ocupação. Esse conjunto ainda representa quase 15% da força de trabalho, mas vem caindo, consistentemente, nos últimos anos.
Prova de que o mercado de trabalho vive um bom momento é a redução no grupo dos desalentados. No trimestre findo em maio, esse grupo somava pouco menos de três milhões de pessoas. Trata-se de um recuo de 10%, em relação ao trimestre dezembro 2024 a fevereiro de 2025, e de 13%, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Cinco milhões não retornaram
No período que vai de marco a maio, houve também avanço na taxa de participação. Este indicador relaciona a força de trabalho com a população em idade de trabalhar e subiu para 62,4% em maio. A taxa tem se recuperado desde a grande queda provocada pela pandemia, mas ainda não retornou à média do período de 2012 a 2019, anterior à pandemia, que era de 63%.
Se a taxa de participação fosse a histórica, o desemprego representaria 7,7% da força de trabalho. A diferença se deve ao fato de que do contingente que saiu da população ativa na pandemia quase 5 milhões de pessoas não retornaram ao mercado.
Com números fortes de ocupação, e destaque para a ampliação do mercado formal, no qual a remuneração tende a ser melhor, o aumento na massa salarial é uma consequência natural, ainda mais que o rendimento médio real também cresceu, com a ajuda de um número significativo de reajustes acima da inflação. A massa salarial alcançou, em maio, o recorde de R$ 350 bilhões.
Fonte: UOL