A previsão do Ministério da Saúde é distribuir 1,8 milhão de implantes até 2026, sendo 500 mil apenas neste ano
O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (3/7), que o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a ofertar o Implanon, implante contraceptivo subdérmico, de forma ampliada a partir do segundo semestre deste ano. A inclusão do método na rede pública foi aprovada na quarta-feira pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a distribuição começará nos próximos meses. “Agora vamos orientar as equipes, fazer a compra e orientar as Unidades Básicas para já no segundo semestre deste ano começar a usar no SUS”, afirmou.
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Implanon é inserido no antebraço com uso de anestesiaReprodução

Enfermeiros devidamente capacitados podem realizar a inserção de implante subdérmicoFoto: Divulgação


Implanon
Hoje, o Implanon já está disponível no SUS, mas apenas para grupos específicos, como mulheres com HIV/AIDS, em privação de liberdade, profissionais do sexo e pacientes em tratamento de tuberculose que utilizam aminoglicosídeos. Com a nova diretriz, o método será oferecido a todas as mulheres em idade fértil, até os 49 anos.
A previsão do Ministério da Saúde é distribuir 1,8 milhão de implantes até 2026, sendo 500 mil apenas neste ano. O investimento total será de R$ 245 milhões. Na rede privada, o Implanon pode custar entre R$ 2 mil e R$ 4 mil, o que torna a oferta gratuita pelo SUS uma medida de impacto para a saúde pública e a equidade no acesso a métodos contraceptivos.
A oficialização da medida será feita por meio de uma portaria ministerial, prevista para os próximos dias. A partir da publicação, o governo terá até 180 dias para implementar a nova política, o que inclui a aquisição dos implantes, a atualização dos protocolos clínicos e a capacitação de profissionais da atenção básica.
O Implanon é um bastonete flexível com cerca de 4 cm de comprimento e 2 mm de espessura, inserido sob a pele do braço. Ele contém 68 mg de etonogestrel, hormônio que é liberado gradualmente na corrente sanguínea, impedindo a ovulação e alterando o muco cervical, o que dificulta a entrada dos espermatozoides no útero.
Com essa iniciativa, o governo amplia as opções de contracepção de longa duração no SUS, reforçando o compromisso com a saúde reprodutiva e o planejamento familiar.
Fonte: Portal Leo Dias