Yasmin Volpato, esposa de Lyanco, condenou a atitude de Ademir na
derrota do Atlético para o Bahia
“Uma coisa é ser firme nos duelos, batalhador em campo, jogar com garra… Isso tudo o meu marido faz e faz muito bem. Mas apelar para o maior problema pessoal do adversário, foi pesado. E o mais triste ainda é ver o povo ‘normalizando’ isso”, publicou Yasmin nos stories do seu perfil no Instagram nesta terça-feira (15).
O especialista em leitura labial Velloso publicou um vídeo revelando detalhes na discussão, Segundo a interpretação dele, Ademir teria utilizado a depressão para “atacar” Lyanco. Em ocasiões passadas, o
zagueiro do Atlético já revelou sofrer com a doença
“Você é um apelão do c*, irmão. Aí depois fica falando negócio de depressão. Abaixa a bola, irmão”, teria dito Ademir.
“Você está falando que é depressão e ansiedade então? Não mistura as paradas”, respondeu o jogador do Galo segundo Velloso.
Ademir pediu desculpas por meio de suas redes sociais pelo ocorrid
“Primeiramente, gostaria de deixar claro que em momento nenhum busquei usar de uma doença para atingir alguém, muito menos desmereci sua importância. Sei o quão sério é o assunto depressão e como isso deve ser tratado com respeito e atenção, até porque na minha família tem um caso e sei bem quão sério é”, iniciou o atacante ex-Atlético.
“No momento em que fui ofendido sem motivo, mencionei o tema, falando sobre uma postura incoerente, no meu ponto de vista, de alguém que – de forma corajosa e louvável – levanta uma bandeira tão importante, e tem uma postura tão distinta fora de campo”, explicou.
“Apesar de tudo o que aconteceu em campo, poderia não ter mencionado isso, então quero me desculpar de uma forma geral com todos que, de alguma forma, se sentiram ofendidos”, disse ainda.
Luta contra a depressão
Em setembro de 2024, Lyanco revelou que voltou ao Brasil por causa da luta para controlar a ansiedade.
“Foi só isso. Não é de agora. Tem bastante tempo que tenho passado por isso. É um assunto muito sério e que as pessoas não entendem muito. O que sinto não é só na cabeça. Também sinto sintomas no corpo, achando que vou cair a qualquer momento, morrer…”, revelou o zagueiro na época.
“É um assunto delicado e que muitos acham que a gente entra em campo, que é um robô e tem que fazer o que eles querem. Mas tenho trabalhado com psiquiatra e psicólogo do clube, com medicação, mas um jogo como este me alivia muito”, finalizou após a vitória por 2 a 0 sobre o Fluminense, que levou o Atlético às semifinais da Copa Libertadores.
Fonte: Itatiaia