
No material, que ultrapassou a marca de um milhão de visualizações em poucas horas, Felca acusa o paraibano de explorar a imagem de crianças e adolescentes em situações inapropriadas, classificando o conjunto de publicações como um “circo macabro”.
Felca, que construiu uma audiência de milhões com vídeos de humor e comentários sobre a cultura pop, afirmou que o comportamento de Hytalo promove a “adultização” precoce de menores. Segundo ele, a forma como esses jovens aparecem em conteúdos de grande alcance não apenas ultrapassa limites éticos, mas também normaliza práticas que podem colocar em risco o bem-estar físico e emocional das vítimas.
Investigação e histórico de denúncias
Hytalo Santos já é alvo de investigações do Ministério Público da Paraíba desde o fim de 2024. As apurações giram em torno da suspeita de exploração de menores que vivem sob sua tutela — jovens que ele chama de “filhos adotivos” e que participam frequentemente de seus vídeos. Entre os pontos investigados estão a presença de adolescentes em festas com bebida alcoólica e a exposição a contextos de conotação sexual.
O caso ganhou ainda mais repercussão com a história de Kamyla Maria Silva, conhecida como Kamylinha, de 17 anos, que chegou a engravidar enquanto vivia sob os cuidados de Hytalo. A gestação terminou em aborto espontâneo, mas levantou discussões sobre as condições e o acompanhamento a que ela estava submetida.
Outra acusação de peso veio da influenciadora Izabelly Vidal, que afirma ter sido vítima de abuso sexual por um homem que se apresentou como assessor parlamentar quando tentava formalizar uma denúncia contra Hytalo. O relato ampliou o alcance do caso e reforçou a necessidade de apuração detalhada pelas autoridades.
Debate sobre limites e responsabilidade
O episódio reacendeu a discussão sobre a responsabilidade dos criadores de conteúdo que envolvem menores em suas produções. Especialistas alertam que a exposição precoce a temas adultos pode causar danos psicológicos duradouros e que, no ambiente digital, a repercussão desse tipo de material é praticamente irreversível.
Enquanto a investigação segue em andamento, Hytalo Santos e pessoas ligadas a ele já desativaram perfis e restringiram interações nas redes. Felca, por sua vez, afirma que continuará usando sua visibilidade para denunciar práticas que considera abusivas e para cobrar mais responsabilidade de quem transforma crianças e adolescentes em parte de um “espetáculo” virtual.
Fonte:www.glp4.com