Aos 11 anos, Valéria Barros já gravava seu primeiro disco. E não foi qualquer estreia: o lançamento aconteceu pela gravadora Copacabana, referência no sertanejo da época, que tinha em seu casting nomes como Chitãozinho & Xororó, Trio Parada Dura e João Mineiro & Marciano. “Na época, eu não tinha noção da importância de estar ali. Só mais tarde percebi o quanto aquele momento foi significativo na minha vida e na minha trajetória artística. Hoje, tenho muito orgulho dessa história”, relembra a cantora, que nasceu cercada por música: a mãe cantava e fazia segunda voz nas rodas familiares.

O modão sertanejo, que a acompanhou desde a infância, permanece como sua marca registrada. “Carrego essa música no coração e na alma. É o que me move desde sempre”, afirma.
Antes de seguir carreira solo, Valéria passou dez anos como backing vocal de Guilherme & Santiago, experiência que considera transformadora. “No vocal, você trabalha de forma mais técnica, com muito cuidado e atenção aos detalhes. Foi uma fase importante, que me deu outra visão sobre a profissão e me acrescentou como intérprete.”
O projeto mais recente, Churrasco com Valéria Barros, surgiu dessa conexão com as origens. “Queríamos algo intimista, sem convidados, no clima de mesa de boteco, cantando modão do começo ao fim. A inspiração veio das músicas que eu cantava antes mesmo de sonhar com a carreira profissional. Montar o repertório foi muito natural e emocionante”, conta.
Entre tantas parcerias marcantes, é difícil para Valéria escolher apenas uma. “Cada dueto me emociona de um jeito. Tenho carinho por todos os artistas que já dividiram o palco comigo. Lamento apenas não ter conseguido gravar com alguns ídolos, como Zé Rico, mas guardo com muito afeto as amizades e momentos que vivemos.”
Em outubro, ela lança a inédita “Só Quero Sossego”, composição de Flavinho Leiros, que fala sobre a virada na vida de uma mulher que decide se libertar de um amor que a fez sofrer. “É uma música feita para nós, mulheres. Tenho certeza que vai tocar o coração de muita gente”, adianta.
A agenda inclui ainda um momento inédito: sua estreia na Festa do Peão de Barretos. “Em 10 anos de carreira solo, será a primeira vez que vou cantar lá. É um sonho para qualquer artista sertanejo, e sei que vai ser emocionante. Cantar nesse palco é cantar para o Brasil e para o mundo”, comemora.
Fonte:www.glp4.com