Após Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, confessar o crime, garis que trabalhavam na mesma empresa que Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (20), na região Oeste de Belo Horizonte.
Revoltados, os trabalhadores pedem justiça após Renê
alegar que o tiro foi acidental e que teria sacado a arma apenas para atirar para cima e assustar os garis
Um grande cartaz foi estendido com a frase: “Somos garis. Não somos lixo. Nossa única esperança é o TJMG e o MPMG.”
“Fizemos uma manifestação pacífica para mostrar que não estamos dormindo. Primeiro, não temos amnésia. Segundo, somos pais de família, trabalhadores, e não vamos abaixar a cabeça para ninguém. Buscamos respeito, assim como respeitamos os outros”, disse Thiago Rodrigues, gari que estava junto de Laudemir no momento em que ele foi assassinado.
Eles pedem que as autoridades olhem para a categoria, “para a nossa vida, para o nosso cotidiano de trabalho sob sol e chuva”. Também cobram atenção do Tribunal de Justiça. “No dia do júri, vamos estar todos lá, olhando para a cara dele e esperando para ver o que vai acontecer”, acrescentou.
Leia mais sobre o caso:
Segundo apuração da Itatiaia com fontes ligadas à investigação,
a confissão aconteceu nessa terça-feira (19)
Ele decidiu assumir a autoria após a divulgação de novos elementos, como um vídeo em que aparece manuseando a arma utilizada no crime poucas horas depois do ocorrido. Um
exame de balística também confirmou que a pistola
Relembre
De acordo com o boletim de ocorrência, Laudemir trabalhava na coleta de resíduos quando o motorista de um BYD de cor cinza, que seguia no sentido contrário, se irritou, alegando que o veículo atrapalhava o trânsito.
Armado, ele apontou a arma para a motorista do caminhão e ameaçou atirar no rosto dela. Ele seguiu, passou pelo caminhão, desceu do carro com a arma em punho, deixou o carregador cair, recolocou e atirou contra o gari.
A bala atingiu a região das costelas do lado direito, atravessou o corpo e se alojou no antebraço esquerdo. Renê foi preso horas depois, ao chegar à academia.
A reportagem tentou falar com a defesa do suspeito no Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na noite de segunda-feira (11), e também após a audiência de custódia, nessa quarta (13), mas os advogados informaram que se manifestariam por meio de nota. O espaço segue aberto.
Fonte: Itatiaia