A “história cotidiana” de Belo Horizonte contada a partir do resgate de fotos antigas de linhas de ônibus do transporte coletivo. Esse é o objetivo do
projeto “Memória do Transporte Coletivo BH”
Do caso do primeiro ônibus a gás que rodou pelas ruas da capital e de linhas que marcaram gerações, mas foram desativadas, a registros que captaram a moda, o design e o espírito de um tempo, as fotos mexem com as lembranças e causam nostalgia em muita gente.
Em entrevista à Itatiaia, o responsável pelo projeto, Rafael Delazari, jornalista de 42 anos, conta qual a importância do trabalho realizado.
“O transporte coletivo faz parte da paisagem urbana, e o nosso cotidiano é construído nestas paisagens. O resgaste de registros fotográficos é trazer a de volta a importância da história cotidiana de Belo Horizonte”, afirmou.
Avenida Augusto de Lima em 1992 | Linha 6001 prefixo 3127 – Viação Carmo-Sion
Acervo Memória do Transporte Coletivo BH
Rua dos Caetés em 1994
Acervo Memória do Transporte Coletivo BH
Elevado Dona Helena Greco em 2003
Acervo Memória do Transporte Coletivo BH
Ônibus 60 e 62 na Avenida Vilarinho em 2003
Acervo Memória do Transporte Coletivo BH
Analisar o passado para entender o presente
O transporte coletivo de Belo Horizonte é sempre pauta de frequentes discussões, como
Tarifa Zero
Rafael responde que a análise cuidadosa do passado da mobilidade da cidade traz ensinamentos valiosos para o presente.
“O transporte coletivo contribui muito para o desenvolvimento de regiões ao valorizar determinados fluxos. E também que o passageiro não é só um mero usuário, no ônibus ele também constrói as suas memórias. Na hora que o empresariado entender esta valorização, o transporte da cidade pode ser melhorado”, disse.
“O nosso desejo mesmo é que a página seja um referencial para que consigamos maior abertura junto ao poder público, empresas e arquivos de forma a aprofundar as pesquisas e deixar um legado de ter o histórico do transporte da Região Metropolitana de Belo Horizonte”.
Rafael Delazari
Projeto nasceu na pandemia
O projeto Memória do Transporte Coletivo BH nasceu de uma parceria de Rafael Delazari com outros entusiastas do transporte de Belo Horizonte. Durante a pandemia, o grupo se juntou para “buscar, organizar e compilar informações relativas à história das linhas da cidade”.
“Com passar do tempo, percebemos que estas informações devem ser de fácil acesso a outras pessoas, e não só aos entusiastas do transporte. E nada melhor que o resgate de fotos e vídeos e contando pequenas informações referente a foto para o público ter acesso”, afirmou.
Atualmente, o perfil do Instagram da iniciativa possui quase sete mil seguidores e conta com grande engajamento do público que o acompanha.
Os leitores fazem frequentes contribuições para a página. Muitas das imagens do acervo foram cedidas por outros colaboradores: “Vários deles tem uma relação sentimental com alguma linha de ônibus, alguma empresa e possuem fotos de acervos pessoais”, disse Rafael.
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Fonte: Itatiaia