Presidente do Santos, Marcelo Teixeira abriu o jogo sobre a busca pelo atacante
Gabigol
“A prioridade era a vinda dele (Gabigol) antes do Neymar. Era importante nesse projeto de reestruturação contar com o Gabriel. Naquele momento, com a negociação que o Santos abria, foi uma proposta ousada. Tanto que balançou, e ele optou pelo Cruzeiro pelo projeto de disputar mais competições que o Santos estava disputando”, contou.
“Hoje é uma outra realidade. Não entro na avaliação técnica. Ele é um jogador identificado com o Santos. Mas a prioridade do investimento naquela oportunidade não é a mesma de hoje. Então, quando você abre uma conversa e nota que a pretensão continua em um nível maior, o Santos não tem condições”, completou Teixeira.
Na sequência, o presidente do Santos admitiu que existe a possibilidade de fazer uma proposta pelo atacante do Cruzeiro, mas em outras moldes, sem tanta “ousadia”.
“Já falamos abertamente sobre isso. Não há nem como prosseguir em uma negociação. Se era uma prioridade anteriormente, e fizemos uma proposta ousada, hoje não é mais. A gente poderia fazer uma proposta, mas em um nível diferente, na realidade de orçamento que o Santos possui. Hoje, é uma realidade diferente, mais distante”
finalizou Marcelo Teixeira em entrevista à ESPN
Gabigol no Cruzeiro
Apesar de ter contrato com o Cruzeiro até o fim de 2028, o centroavante Gabigol pode enxergar como indicativo que não ficará no clube com a chegada do técnico Tite. Isso porque o atacante passou por rusgas com Adenor na época em ele treinava a Seleção Brasileira e, posteriormente, o Flamengo.
As intrigas começaram em 2021, quando Gabigol questionou as poucas oportunidades que tinha com Tite na Seleção. Naquele ano, durante as comemorações por títulos conquistados pelo Flamengo, Gabigol chegou a entoar cânticos direcionados ao técnico, em tom de protesto.
O cenário não mudou com a chegada de Tite ao Rubro-Negro Carioca. O treinador assumiu o clube em outubro de 2023 e permaneceu até setembro de 2024. Apesar de declarações públicas cordiais, o atacante perdeu espaço e conviveu com poucos minutos em campo. Nesse período, Gabigol disputou 37 partidas, sendo 33 saindo do banco de reservas.
Em depoimento à série “Até o Fim”, publicada em seu canal no YouTube, Gabigol relatou o impacto do período no clube carioca, citando dificuldades no dia a dia e frustrações.
“Eu tive um ano em que praticamente não joguei, um ano muito difícil para mim. A questão do doping, a questão de um treinador também, que não contava comigo. Tem vários treinos que foram difíceis para mim, vários jogos em que entrei cinco minutos, três minutos. Isso foi me corroendo por dentro”
afirmou o jogador
‘Vilão’ de eliminação
Gabigol vive momento turbulento no Cruzeiro ao desperdiçar a última cobrança pênalti diante do Corinthians na semifinal da Copa do Brasil. A equipe mineira vencia a série e garantiria a vaga na final caso o atacante convertesse a batida. Porém Hugo Souza defendeu o chute de Gabi, e o Corinthians confirmou a classificação na sequência.
Pronunciamento nas redes sociais
Horas depois da queda celeste, Gabigol foi às redes sociais e se manifestou. O atacante assumiu a responsabilidade e disse que se fortalecerá pelo episódio.
“Não era a forma que merecíamos acabar o ano, depois de uma grande temporada.. Obrigado nação Azul pelo apoio incondicional! Assumo minha responsabilidade e meu erro, tenho certeza que voltarei mais forte e sempre pronto para ajudar quando for necessário”, escreveu o astro no X.
Fonte: Itatiaia