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Índia investiga ativista climático por doação estrangeira – 07/01/2026 – Ambiente


Autoridades indianas estão investigando um proeminente ativista climático por supostamente usar fundos estrangeiros para promover uma agenda contra combustíveis fósseis.

Harjeet Singh, diretor fundador da Satat Sampada Climate Foundation, disse em um comunicado que foi preso em 5 de janeiro após agentes revistarem sua residência. Ele está atualmente em liberdade sob fiança.

Segundo um comunicado do governo, a busca faz parte de uma investigação que está em andamento sobre se Singh recebeu 60 milhões de rúpias (cerca de R$ 3,5 milhões) entre 2021 e 2025 de organizações internacionais como Climate Action Network e Stand.Earth. No entanto, Singh foi preso por uma infração não relacionada: uma quantidade de bebida alcoólica encontrada em sua casa que violava restrições locais.

De acordo com o governo, os fundos estrangeiros que Singh é suspeito de receber tinham como objetivo promover o Tratado de Não Proliferação de Combustíveis Fósseis. O acordo internacional proposto busca acabar com a expansão do carvão, petróleo e gás e levar a uma eliminação global desses combustíveis. Atualmente, é endossado por 18 países.

Embora a Índia esteja expandindo rapidamente sua frota de energia renovável, o país também está explorando seus vastos recursos de carvão para fortalecer a segurança energética e reduzir importações de combustíveis.

O governo considera um plano para expandir sua capacidade de produção de energia a carvão para 420 gigawatts até 2047, um aumento de 87%. Isso poderia frustrar as ambições do país de atingir emissões líquidas zero.

A adoção do tratado proposto “poderia expor a Índia a desafios legais em fóruns internacionais como a Corte Internacional de Justiça e comprometer severamente a segurança energética e o desenvolvimento econômico da nação”, afirmou a Diretoria de Fiscalização, que conduziu a busca, em seu comunicado anunciando a prisão de Singh.

Um porta-voz do Ministério das Finanças, que supervisiona o órgão, não respondeu a um pedido de comentário por e-mail.

Quando contatado por telefone, Singh disse que não poderia comentar a respeito da violação relacionada à bebida alcoólica, mas chamou as outras alegações de “tendenciosas e infundadas”.

Ele afirmou que nunca fez lobby para que a Índia aderisse ao Tratado de Não Proliferação de Combustíveis Fósseis. “[As acusações] desconsideram anos de defesa em nome da Índia e de outras nações em desenvolvimento”, disse ele.



Fonte:UOL

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