
Após ganhar projeção com a série “Cidade Invisível”, da Netflix, e com o projeto “Amazon Bullseye”, produzido para a Netflix da Coreia do Sul, o artista integra agora o elenco do longa-metragem “O Diário de Pilar na Amazônia”, produção da Disney voltada ao público infantojuvenil.
No filme, Igor interpreta o Curupira, uma das entidades mais conhecidas da mitologia indígena brasileira. Para o ator, o papel carrega um significado que vai além da atuação. Segundo ele, a relação com o personagem nasce da própria vivência nos territórios amazônicos. “O território dos meus ancestrais, o Baixo Tapajós, no Pará, é muito rico em histórias e mitologia indígena. O Curupira é uma dessas entidades que escuto, sonho e vivo desde criança. Isso está no espírito”, afirma.
A participação em “O Diário de Pilar na Amazônia” reforça uma trajetória que dialoga com produções voltadas à formação de público e à valorização da natureza. Igor relembra que já esteve em outros projetos com esse perfil, como “Tarã”, da Disney, além de “Amazon Bullseye”. Para ele, esse tipo de obra tem um papel importante na construção de consciência ambiental desde a infância. “Esses trabalhos ajudam a criar uma conexão com a natureza. Quando isso se soma ao cinema, pode gerar debate, estudo e reflexão. Na infância aprendemos mais rápido, e isso pode influenciar na construção do imaginário e, quem sabe, em um futuro possível de preservação da cultura dos territórios indígenas”, analisa.
Ao falar sobre a presença de personagens mitológicos no audiovisual, o ator ressalta que não se trata de folclore no sentido simplificado do termo, mas de uma dimensão espiritual profunda. “Para nós, povos originários, esse universo está ligado aos sonhos, aos cantos e à floresta. É a nossa comunicação com o lado de lá, com os encantados. Interpretar essas entidades no cinema foi a materialização de vivências e sonhos que carrego desde sempre”, conclui.
Fonte:www.glp4.com