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Arthur Alavarse mergulha na complexidade de Rômulo em “Dona Beja” e revisita sua própria trajetória


Arthur Alavarse está no elenco de “Dona Beja”, nova produção da HBO Max que estreia com os cinco primeiros capítulos já disponíveis na plataforma. Na novela, ele interpreta Rômulo, segurança pessoal da protagonista, um personagem que se impõe menos pela fala e mais pela presença, revelando-se aos poucos por meio de gestos, atitudes e conflitos internos.

Rômulo é apresentado como um homem forjado pela disciplina e pela necessidade de sobreviver em um ambiente rígido, até que um sentimento inesperado rompe essa lógica e o coloca diante de dilemas que ele não sabe verbalizar. Para Alavarse, o interesse pelo papel nasceu justamente dessa tensão silenciosa. O ator destaca que o personagem carrega contradições profundas, ainda que raramente se explique, o que exige uma construção baseada na escuta e na observação.

O trabalho chega em um momento simbólico de sua carreira. Com 29 anos de atuação, iniciada ainda na infância, Arthur reconhece que sua relação com o ofício mudou de forma decisiva ao longo do tempo. Integrante do casting da Base HUB, ele avalia que a espontaneidade dos primeiros anos deu lugar a um processo mais consciente, sem que isso significasse perda de liberdade criativa.

Foto: Clayton Felizardo/Brazil News

Segundo o ator, a experiência trouxe maturidade e método. A intuição, que sempre foi um elemento central em sua atuação, passou a caminhar ao lado do estudo e da preparação. Para ele, organizar o personagem não engessa o trabalho, mas cria sustentação para que a cena aconteça de forma mais verdadeira.

Nos projetos mais recentes, Alavarse identifica uma aproximação com personagens de perfil mais contido. Ele afirma que o interesse atual está menos em performances de impacto imediato e mais em atuações que se sustentam pela presença e pela coerência interna. Mesmo quando não escolhe o papel, diz escolher a forma como irá ocupá-lo, buscando camadas que ampliem tanto o resultado artístico quanto o aprendizado pessoal.

Em “Dona Beja”, Arthur vê a combinação entre escala e responsabilidade. Para ele, integrar uma obra de grande alcance, que dialoga com questões contemporâneas, amplia o sentido do trabalho e reforça o compromisso do ator com narrativas que provoquem reflexão. Levar uma atuação mais introspectiva para um projeto desse porte, segundo ele, é também uma forma de reafirmar sua identidade artística.





Fonte:www.glp4.com

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