A chegada do técnico Eduardo Domínguez ao
Atlético
Contratado no início de 2024, a pedido de Cuca, Júnior Santos chegou com o status de maior compra da história do clube. Na ocasião, o Galo desembolsou cerca de R$ 47 milhões para tirá-lo do Botafogo, onde foi destaque no Campeonato Brasileiro e na Libertadores.
A passagem do ponta, porém, ficou longe de atender às expectativas. O camisa 37 sofreu com lesões e entrou em campo apenas 28 vezes, sendo titular em somente quatro oportunidades. Ao todo, marcou dois gols e distribuiu uma assistência.
Papel de Domínguez
Agora sob o comando de um novo treinador, Júnior Santos pode ter mais uma oportunidade de fazer jus ao investimento da diretoria. É o que avalia Pedro Daniel, CEO do Atlético. Para o executivo, a mudança no comando pode contribuir para melhorar o ambiente e elevar a confiança do jogador.
“Se olharmos o histórico, ele ainda não correspondeu ao volume financeiro investido. Mas a chegada do novo treinador cria um novo ambiente, o que reforça a importância do Domínguez nessa análise. Muitas vezes, há atletas que não performaram, não estavam sendo utilizados ou cujo modelo de jogo não se encaixava, e que precisavam apenas de confiança. Por isso, acredito que este seja um momento interessante, principalmente para os jogadores que não vinham participando.”
Pedro Daniel, CEO do Atlético
Em 2026, Júnior Santos ainda não entrou em campo com a camisa do Atlético, apesar de já ter se recuperado de uma grave lesão no púbis.
A última vez que ele esteve à disposição para um jogo foi em 27 de setembro de 2025, quando atuou nos minutos finais contra o Mirassol, na Arena MRV, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Mais sobre o novo técnico do Atlético
Domínguez iniciou a carreira de treinador no comando do Huracán-ARG. Entre 2016 e 2017 dirigiu o Colón e, posteriormente, comandou o Nacional-URU entre 2019 e 2020.
O ponto de virada na carreira veio em 2021, no retorno ao Colón. Ele protagonizou o chamado “Milagre de Colón” ao conduzir o clube de Santa Fe ao primeiro título nacional em 116 anos de história, superando adversários tradicionais e conquistando a Copa da Liga Argentina. A façanha elevou seu status no cenário sul-americano.
Após breve passagem pelo Independiente, assumiu o Estudiantes e iniciou um ciclo de conquistas entre 2023 e 2026. No clube de La Plata, levantou a Copa Argentina (2023), a Copa da Liga (2024) e o Clausura (2025), recolocando a equipe entre as protagonistas do país. Em âmbito continental, chegou às quartas de final da Libertadores de 2025, sendo eliminado apenas nos pênaltis pelo Flamengo.
Fonte: Itatiaia