A influenciadora também relatou que conhece pessoas acima do peso que tiraram a própria vida
Atenção: a matéria a seguir contém informações sensíveis relacionadas a problemas de saúde mental e suicídio. Caso esteja procurando ajuda, ligue para o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188.
Thais Carla foi a convidada do “Sem Censura” da última quarta-feira (4/3), onde teve a oportunidade de refletir sobre gordofobia após perder 85 quilos. Ela contou que chegou a conhecer pessoas que tiraram a própria vida porque não conseguiram superar uma depressão devido ao peso do corpo.
Inicialmente, a cantora relembrou quando foi a uma academia e não conseguiu entrar: “A gordofobia faz com que as pessoas se afastem de um médico, de uma academia. Já teve vez que eu fui numa academia aleatória e não tinha catraca para eu passar. Como que isso é um ambiente para uma pessoa perder peso e não tem nem um acesso? Ela não pode nem acessar? É muito bizarro a pessoa falar: ‘Ah, fecha a boca e emagrece’”.
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Thais CarlaReprodução Instagram Thais Carla

Thaís CarlaFoto: Reprodução

Thais Carla se pronunciou sobre crise de enxaqueca que a fez ir para o hospitalReprodução: Instagram/@thaiscarla

Thais Carla se pronunciou sobre crise de enxaqueca que a fez ir para o hospitalReprodução: Instagram/@thaiscarla
Em seguida, mencionou o fato de pessoas tirarem a própria vida por não conseguirem viver com a pressão de estar com quilos a mais:
“E o contexto dessa pessoa? Como é que eu vou emagrecer se a sociedade mesma diz pra mim que não é nem pra eu existir? Aí, existe o ódio que aí, existem pessoas que entram em depressão. Eu conheci várias pessoas que se mataram. Teve gente que já emagreceu, fez a bariátrica, mas não está tão resolvida consigo”.
Segundo ela, gordofobia não tem nada a ver com a obesidade: “A gente tá falando… É uma doença? É uma doença. Mas a gente está falando sobre que essas pessoas… esse estigma horroroso sobre as pessoas gordas”.
Por fim, Thais pediu para que cada um olhe com mais carinho para as outras pessoas: “Olhe para as pessoas com delicadeza. Já teve vezes, quando eu estava com 200 quilos, que eu fui pra um lugar e o povo olhava, ficavam cochichando, conversando… porque meu corpo chega antes de eu dizer qualquer coisa para você. É para proteger essas pessoas, para essas pessoas pararem de morrer, delas ficarem doentes… e se enxergar. Muito marginalizado. É um corpo super marginalizado. Mulher, principalmente”.
Fonte: Portal Leo Dias