O presidente da Rússia, Vladimir Putin, prometeu nesta segunda-feira (9) seu “apoio inabalável” ao novo líder supremo do Irã, o clérigo Mojtaba Khamenei, nomeado uma semana após a morte de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, no início da guerra contra Israel e Estados Unidos.
“Gostaria de reafirmar nosso apoio inabalável a Teerã e nossa solidariedade aos nossos amigos iranianos”, disse o líder russo, acrescentando que o país tem sido e continuará sendo “um parceiro confiável” de Teerã.
“Em um momento em que o Irã enfrenta uma agressão armada, sua gestão em uma posição tão elevada exigirá, sem dúvida, grande coragem e dedicação”, concluiu Putin.
Já a China, outra aliada do país persa, afirmou que a decisão de nomear um novo líder “é um assunto interno do país” e que se opõe a qualquer tentativa de atacá-lo. “A soberania, a segurança e a integridade territorial do Irã devem ser respeitadas”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, ao ser questionado por jornalistas sobre as ameaças contra o novo líder.
Israel e os Estados Unidos continuaram bombardeando o Irã nos últimos dias, enquanto Teerã retaliou lançando ondas de ataques com mísseis e drones contra Israel e países vizinhos do Golfo que abrigam forças americanas.
Pequim é uma parceira próxima de Teerã e condenou a morte do ex-líder supremo, mas também criticou os ataques iranianos contra países da região. O enviado da China para o Oriente Médio, Zhai Jun, pediu uma redução da escalada ao se reunir com o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan, no domingo (8).
Facções armadas iraquianas pró-Teerã também saudaram a nomeação do novo líder supremo no Irã. O grupo Badr afirmou que Mojtaba “é o terceiro líder a carregar a tocha desse grande projeto islâmico”, enquanto as Brigadas do Hezbollah disseram que ele é “o melhor sucessor”. Irã exerce forte influência no Iraque, onde apoia grupos armados cujo papel político e econômico cresceu nos últimos anos.
Em paralelo, a República Islâmica acusou nesta segunda-feira (9) alguns países europeus de terem criado as condições que possibilitaram a ofensiva militar de Israel e dos Estados Unidos.
“Em vez de insistirem no império da lei, em vez de resistirem ao assédio e aos excessos dos Estados Unidos, falaram e concordaram com eles no Conselho de Segurança da ONU no debate sobre a retomada das sanções [contra o Irã]”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqai, em sua entrevista coletiva semanal.
“Tudo isso encorajou os americanos e os sionistas a continuarem cometendo seus crimes.”
Mojtaba se torna o terceiro líder supremo da história da República Islâmica iniciada em 1979. O primeiro, Ruhollah Khomeini, morreu em 1989, sendo substituído por Ali Khamenei. Ele foi escolhido pela Assembleia de Especialistas, um grupo de 88 clérigos eleitos em 2024.
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Fonte:UOL