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Eduardo Muniz celebra 20 anos de carreira, relembra virada internacional após Grey’s Anatomy


Celebrando duas décadas de carreira artística, o ator e diretor Eduardo Muniz vive uma fase de consolidação no mercado internacional. Atualmente no ar na série britânica “Silent Witness”, da BBC, o carioca também já integrou produções de grande alcance como “Grey”s Anatomy”, nos Estados Unidos, ampliando sua visibilidade fora do Brasil. Em entrevista ao Site GLP4, ele revisita momentos decisivos da trajetória, fala sobre desafios no exterior e adianta os próximos projetos.

Segundo o ator, a virada para o mercado internacional começou a se desenhar no fim de 2021, pouco antes de conquistar um papel na série americana. “Meu segundo filho estava fazendo 3 anos e ficando mais independente. Ao mesmo tempo, o pior da pandemia tinha passado, e decidi que era o momento de realmente botar a cara. O “Grey”s” aconteceu ali no começo de 2022 e deu aquele empurrão na carreira”, afirma.

A trajetória fora do país, no entanto, não foi planejada desde o início. Eduardo se mudou para os Estados Unidos em 2011 com a ideia de passar apenas um ano, após trabalhos de destaque no teatro brasileiro, como a peça “BULL”, codirigida com Flávio Tolezani, e “Isso é o que ela Pensa”, que ficou dois anos em cartaz. “Foi muito orgânico e nada planejado. A ida era para durar um ano. A gente decidiu ficar mais um ano. E mais um. E mais um”, relembra. Ele admite que o processo teve desafios. “São culturas bem diferentes, a língua, a falta da família, dos amigos. Mas olhando para trás, faríamos tudo de novo. Tem sido uma aventura e tanto!”

Com participações em produções consolidadas, o ator evita falar em “outro patamar”, mas reconhece o impacto dessas experiências. “O foco é no próximo jogo. E é assim que eu vivo minha carreira”, diz, ao usar uma analogia com o futebol. “A fase atual é maravilhosa, estou conseguindo marcar uns gols importantes. E sim, quando você está marcando, as pessoas notam. Mas já tive fases de fazer 40, 50, 60 testes sem pegar nada. É sobre equilíbrio e persistência.”

Foto: Joanna Degenneres

Além da atuação, Eduardo também construiu uma trajetória sólida como diretor, com trabalhos reconhecidos, incluindo a peça “Afogando em Terra Firme”, indicada ao Prêmio APCA. Para ele, não há conflito entre as duas funções. “O ator alimenta o diretor e o diretor alimenta o ator. Amo igualmente as duas profissões”, afirma. Segundo ele, a direção ampliou seu olhar técnico dentro dos sets. “Presto atenção em tudo: luz, lente, posicionamento. Isso ajuda muito nas decisões como ator.”

Ao falar sobre o mercado internacional, o artista destaca pontos práticos e diretos. “Você precisa dominar a língua. Depois vem a burocracia, que é um desafio grande”, explica. Ele também ressalta que há oportunidades além dos Estados Unidos. “O mercado é global. Canadá, México, Europa? Uma vez que você supera a língua e a burocracia, precisa encontrar a sua turma. E aí é jogar o jogo.”

Vivendo entre projetos internacionais, Eduardo também acumula experiências fora da atuação tradicional. Recentemente, gravou um comercial no Japão, protagonizou uma campanha global para a Ford Motor Company e participa de um projeto em realidade virtual, em Nova York, sobre a jornada de Theodore Roosevelt pela Amazônia. Na televisão brasileira, ele iniciou a carreira em 2006, no clássico “Sítio do Picapau Amarelo”, além de trabalhos na Record, como “Luz do Sol”, “Caminhos do Coração” e “Amor e Intrigas”.

Para o futuro, o ator já tem novos desafios no radar. “Estou no meio de um processo de seleção para um papel de vilão num projeto enorme daqui”, revela. Ele também retorna à Inglaterra em julho para um trabalho ao lado do dramaturgo Alan Ayckbourn, seu mentor. “Vou documentar o processo de ensaio da nova peça dele, “O Julgamento de Romeo Oscar”, que se passa em 2194″, adianta. Além disso, planeja levar uma montagem do autor ao Brasil em 2027.

Radicado em Los Angeles desde 2011, onde vive com a atriz e produtora Bia Borinn, Eduardo Muniz segue expandindo sua atuação entre cinema, televisão e teatro. “Coisas boas por aí!”, resume, ao olhar para o próximo capítulo de uma carreira que atravessa fronteiras e continua em movimento.





Fonte:www.glp4.com

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