O endividamento recorde das famílias brasileiras, e suas repercussões eleitorais, foram elevados a prioridade máxima no governo federal.
Nesta terça (24), o presidente Lula reuniu os principais economistas de sua equipe para discutir o problema e buscar soluções.
Ele chamou para o encontro o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a ministra da Gestão, Esther Dweck, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, e o secretário-executivo da pasta, Rogério Ceron. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também foi convidado para participar.
Lula está preocupado com o peso das dívidas no orçamento das famílias brasileiras, o que, na opinião dele, expressada a interlocutores, faz com que outras conquistas de seu governo na área econômica sejam neutralizadas: baixa inflação, crescimento e desemprego muito baixo.
As dívidas deixam menos dinheiro no bolso do consumidor, o que estaria, na opinião de integrantes do governo, impulsionando o mal estar em relação ao governo e fazendo a desaprovação a Lula crescer nas pesquisas.
O nível de endividamento das famílias brasileiras atingiu o maior patamar desde o início da série histórica da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).
O aumento do endividamento veio acompanhado de uma piora no pagamento das contas. Após três meses consecutivos de queda, a inadimplência voltou a subir, alcançando 29,6% das famílias entrevistadas.
Como mostrou a Folha, as famílias brasileiras direcionam 29% dos seus ganhos para quitar compromissos financeiros desde outubro do ano passado, o maior percentual em pelo menos 20 anos, segundo dados do Banco Central. Desse total, 10,38% é referente apenas ao pagamento de juros, e 18,81% para honrar o principal.
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Fonte:UOL