
Por Oliveira Lima
Cruzeiro é o time que mais conquistou o troféu da Copa do Brasil, o segundo maior campeonato entre clubes do mundo, perdendo apenas para a Copa da Inglaterra. A edição deste ano conta com 126 participantes, sendo que os 20 da Série A brasileira só entraram na quinta fase, juntando-se aos 12 sobreviventes dos 106 iniciais. E a partir de agora os jogos serão de ida e volta. Esta quinta fase foi sorteada atendendo o critério técnico do ranking da CBF e por isto mesmo os grandes pegam os pequenos, mas da próxima fase em diante o sorteio é sem restrições.
Cruzeiro é favorito sobre o Goiás, assim como todos os demais grandes sobre os pequenos. E o grande problema do Cruzeiro, como os demais componentes do G12 é o calendário apertado com três competições simultâneas, jogando a cada 3 dias e 8 horas. Não se treina à contendo, não se descansa e nem se respira. Nenhum time c conseguiu até hoje (e nunca conseguirá) ganhar as três competições, que são Brasileirão , Copa Libertadores ou Sul-Americana e Copa do Brasil,. Recentemente Flamengo, Palmeiras, Botafogo e Atlético Mineiro ganharam duas, mas três não.
Este é o dilema do Cruzeiro neste momento: tocar esses três certames à contento. No Brasileirão, time ainda está colado no Z4, zona de rebaixamento, de onde saiu somente na 12ª rodada, ficando onze na zona do inferno, sendo quatro delas na lanterna. Simplesmente resultado de ter priorizado a conquista do Campeonato Mineiro em prol de uma pré-temporada para o Brasileirão e Libertadores que são mas importantes. A conta chegou no começo do certame nacional, iniciado mais cedo.
Como não será campeão nacional, pois neste momento tem menos da metade dos pontos do líder Palmeiras, a briga é pela permanência na Serie A e olha a Copa Libertadores como sua prioridade, ficando a Copa do Brasil uma segunda opção. Juntando as três competições, o pensamento é terminar o mês de maio vivo, ou seja, longe da zona de rebaixamento, eliminar o Goiás, se classificando às oitavas da Copa do Brasil e ficar pelo menos em segundo lugar do seu grupo na Libertadores, o chamado do grupo da morte, inicialmente à frente do Barcelona e Universidad Católica.
Como essas fases das copas terminam até o dia 31 de maio, será preciso passar por elas e depois virão os 50 dias de recesso por conta da Copa do Mundo, tempo para descansar, treinar e se reforçar com a janela de contrações do meio do ano. Geralmente todo o cenário é modificado para os grandes times. Sendo assim, chegando vivo nas Copas pode-se sonhar em conquistá-las.
Fonte: BH 24 Horas