
Quatro casos de violência doméstica foram registrados em menos de 24 horas em Belo Horizonte e na Região Metropolitana, entre quarta-feira (22) e quinta-feira (23).
As ocorrências incluem agressões, uso de arma e tortura. No bairro Novo Glória, na região Noroeste de Belo Horizonte, uma mulher de 37 anos relatou ter sido agredida pelo companheiro, de 45 anos, após questionar uma ligação recebida por ele. Segundo a Polícia Militar, ela levou socos no rosto, nas costas e nos braços, teve a cabeça batida contra a parede, foi enforcada e teve um dente quebrado. O suspeito não foi localizado, e a vítima manifestou interesse em solicitar medida protetiva.
Em Ribeirão das Neves, um policial penal de 49 anos foi preso em flagrante após invadir a casa da ex-namorada, de 26 anos, durante a madrugada. De acordo com a polícia, ele estava armado, agrediu a mulher e um homem de 28 anos que estava no local e fez um disparo dentro da residência. Testemunhas informaram que ele chegou ameaçando as vítimas. A mulher já havia registrado ocorrências anteriores e solicitado medida protetiva contra ele.
Em Contagem, no bairro Industrial, um jovem de 22 anos foi preso após agredir a companheira, de 23 anos, e familiares dela. Segundo a polícia, a mulher foi agredida com socos, chutes e golpes com um pedaço de madeira e também sofreu tentativa de enforcamento. Depois, o suspeito foi até a casa da família da vítima com uma faca, ameaçou as pessoas no local e avançou com o carro em direção a elas. Outras duas mulheres ficaram feridas.
Ainda em Contagem, no bairro Vale das Amendoeiras, dois adolescentes de 17 anos torturaram uma mulher de 29 anos e um homem de 18 dentro de uma casa. Segundo a Polícia Militar, o crime teria sido ordenado por um detento de 40 anos, ex-companheiro da mulher, que orientava as agressões por videochamada de dentro do presídio. As vítimas foram agredidas e sofreram queimaduras com ferro de passar. Um dos adolescentes foi apreendido com uma pistola, e o outro fugiu.
As vítimas foram socorridas, atendidas em unidade de saúde e liberadas.
Fonte: BH 24 Horas