Esse foi um dos principais motivos que, desde o ano passado, levaram à queima de caixa no acerto de contas na CCEE (Câmara Comercializadora de Energia Elétrica), onde esses contratos são realizados.
A paranaense Tradener foi uma das que recorreu à renegociação de dívidas por via judicial. No pedido, protocolado na Justiça de Curitiba (PR), ela informou ter desembolsado R$ 47 milhões por dia na CCEE devido às deformações setoriais.
As demais são IBS Energy, 2WEcobank, Grupo Gold e Eletron Energia. A Electra ainda busca uma renegociação extrajudicial.
Até 2021, o acerto entre a compra de energia (lastro) e as entregas (vendas) era feito mensalmente e eventuais diferenças diárias eram amortizadas ao longo desse período. Ou seja, no mês, havia equilíbrio entre entradas e saídas.
Desde então, houve uma mudança e essa liquidação passou a ser feita hora a hora pelo chamado PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) —definido pela CCCE para cada um dos quatro mercados do SIN: Norte, Nordeste, Sudeste/Centro Oeste e Sul. Sua vigência é sempre para o dia seguinte.
Assim, caso haja sobra de energia, a comercializadora recebe por essa diferença a mais. Se faltar, ela precisa efetuar o pagamento.
Fonte: UOL