PUBLICIDADE

Aisha Jambo celebra 25 anos de carreira com monólogo sobre Mercedes Baptista no Rio



Após uma trajetória consolidada na televisão, no cinema e nos palcos, Aisha Jambo celebra seus 25 anos de carreira com um projeto que une teatro, dança, música e memória. A atriz estreia no próximo dia 7 de maio o monólogo musicado “Quando Dança um Baobá”, espetáculo inspirado na vida e no legado de Mercedes Baptista, reconhecida como a grande precursora da dança afro-brasileira no país.

Com apresentações até o dia 30 de maio, no Teatro Correios Léa Garcia, no Centro do Rio de Janeiro, a montagem propõe uma imersão no Brasil pré-1964, período marcado por intensa efervescência artística e política. Em cena, Aisha divide o palco com músicos ao vivo, acompanhada por contrabaixo e percussão, em uma narrativa que mistura interpretação, dança e ancestralidade para reconstruir a trajetória de uma mulher que desafiou estruturas raciais dentro da arte brasileira.

O texto tem como base a biografia “Mercedes Baptista, A Identidade Negra na Dança”, de Paulo Melgaço, e relembra momentos decisivos da artista que entrou para a história ao se tornar a primeira bailarina negra do corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A montagem também mergulha na chamada “Técnica Mercedes Baptista”, considerada a primeira codificação da dança afro-brasileira, unindo o rigor do balé clássico às referências dos terreiros de candomblé.

A conexão com o tema ganha ainda mais força pela formação acadêmica de Aisha Jambo, que é bacharel em dança pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. O espetáculo aposta em uma construção estética marcada por elementos simbólicos, utilizando iluminação, figurino e cenário para dialogar com passado e presente. Referências como o Teatro Experimental do Negro, criado por Abdias Nascimento, e a Casa Poema, de Elisa Lucinda, também atravessam a encenação.

“Esse projeto é uma reverência a Mercedes Baptista, uma mulher livre e visionária. Meu desejo é enaltecer essa potência feminina e o protagonismo negro que ela pavimentou”, afirma Aisha.

O baobá, árvore africana símbolo de resistência e ancestralidade, aparece como eixo central da narrativa. A metáfora conduz a reflexão sobre permanência, memória e a continuidade da cultura negra na arte contemporânea. “Mais do que lembrar, a obra afirma permanência: o baobá vive nos corpos que dançam hoje”, destaca a diretora Cátia Costa.

Conhecida nacionalmente desde sua participação em Malhação, nos anos 2000, Aisha também esteve em produções como Cabocla, Mad Maria e Alma Gêmea. Em 2011, protagonizou a série Natália, da TV Brasil, marco por trazer o primeiro papel-título de uma mulher negra em uma série da emissora pública. No cinema, integrou o elenco do longa Alemão e do curta Neguinho, pelo qual recebeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante. Recentemente, participou da série A Divisão, do Globoplay.





Fonte:www.glp4.com

Leia mais