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Filme nigeriano “A Sombra do Pai” conquista principal prêmio do BIFF 2026 em edição marcada por diversidade e salas lotadas



O Festival Internacional de Cinema de Brasília (BIFF 2026) encerrou sua edição na noite deste domingo celebrando o cinema mundial e consolidando mais uma vez o evento como um dos principais encontros audiovisuais do país. O grande vencedor da mostra competitiva foi o longa nigeriano “A Sombra do Pai”, dirigido por Akinola Davies Jr., que levou o prêmio de Melhor Filme do Júri Oficial após emocionar o público com uma narrativa intensa sobre ausência, memória e sobrevivência em meio ao caos social e político.

Primeiro longa-metragem do diretor, o filme acompanha a trajetória de um pai distante e seus filhos em uma travessia marcada por perdas, afetos e fragmentos autobiográficos. O júri oficial, formado por Edileuza Penha, Luciana Melo e Joaquim Otávio, destacou a potência estética e emocional da obra. Em comunicado, os jurados definiram o longa como uma produção que “transforma luto, pobreza e violência política em um gesto de beleza e resistência”.

Além do reconhecimento internacional, o BIFF 2026 também foi marcado pela forte conexão com o público brasileiro. Um dos maiores destaques da edição foi “Hungria – Em Busca de um Sonho”, inspirado na trajetória do rapper Hungria, que levou plateias lotadas ao Cine Brasília durante toda a programação. O filme conquistou o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular e recebeu ainda Menção Honrosa do Júri Oficial.

Segundo a diretora do festival, Anna Karina de Carvalho, algumas sessões chegaram a reunir mais de 500 espectadores, muitos deles vivendo pela primeira vez a experiência de assistir a um filme em uma sala de cinema. Ambientado em bairros de Brasília, o longa despertou identificação imediata com o público da capital federal.

Na mostra BIFF Junior, voltada ao público infantojuvenil, o vencedor foi “A Arca de Noé”, dirigido por Sérgio Machado. A seleção contou com curadoria mirim formada por Théo Medon, Melina Vargas e Julia Merheb, além de votação popular. Aos 16 anos, Théo celebrou a experiência no festival e destacou a importância do cinema em sua formação cultural. “Os filmes fazem com que eu conheça culturas distintas. Me considero um cinéfilo”, afirmou.

Outro diferencial desta edição foram as sessões com dublagem ao vivo, promovidas em produções como “Salum” e “O Segundo Diário de Paulina”, proporcionando uma experiência inédita para parte do público presente.

Realizado no tradicional Cine Brasília, o BIFF 2026 reforçou o compromisso com o acesso gratuito e a formação de novas plateias. O festival recebeu mais de 800 filmes inscritos de diferentes países e registrou recorde de produções brasileiras participantes.

A edição também homenageou a produtora Gullane, referência no audiovisual nacional. Em carta enviada ao festival, Fabiano Gullane destacou a importância histórica do evento para o cinema brasileiro. “O BIFF sempre foi um farol para iluminar os caminhos do cinema brasileiro no mundo”, escreveu.

Nas sessões especiais, o documentário “Encruzilhada Sonora” também movimentou o Cine Brasília ao reunir artistas, realizadores e público em uma noite marcada pela celebração da música e da cultura local. A diretora Márcia Witzack comemorou a recepção calorosa do público. “Foi uma noite memorável. Estrear no Cine Brasília entre amigos e a família dos protagonistas foi a cereja do bolo”, declarou.

Com salas cheias, forte participação popular e filmes de diferentes partes do mundo, o BIFF 2026 encerra sua trajetória deixando um legado de diversidade, encontros culturais e valorização da experiência coletiva proporcionada pelo cinema.





Fonte:www.glp4.com

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