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A verdade que virou três filmes: o que realmente aconteceu entre Fiuk, o diretor André e o produtor JJ em Descontrole


A fala recente de Fiuk, dizendo que teria sido retirado do próprio filme, acendeu um assunto que circulava sem detalhes concretos. Agora, o produtor, ator e dublê JJ decidiu contar o que viveu nos bastidores de Descontrole, o longa anunciado como parceria entre o ator e o diretor André Luiz.

Ele afirma ter sido contratado inicialmente como dublê de drift do personagem de Caio Castro. Pouco depois, passou a integrar o elenco principal e assumiu a produção executiva, com a responsabilidade de captar recursos. Segundo JJ, a entrada no projeto aconteceu após receber um vídeo do próprio Fiuk garantindo a participação de nomes importantes e assegurando que tudo estava acertado com o elenco divulgado.

A primeira gravação, que ficou sob sua coordenação direta, reuniu mais de cem profissionais em Balneário Camboriú. Foi a maior cena de ação registrada para o filme, com drift, perseguição policial e estrutura de grande porte. A execução ocorreu conforme planejado, mas o clima interno já demonstrava sinais de desgaste.

JJ relata que, desde o primeiro dia, notou tensão entre Fiuk e o diretor. Ele também aponta atrasos recorrentes do ator, o que empurrava cenas previstas para a noite para a madrugada. Em algumas situações, afirma ele, Fiuk chegava a questionar decisões criativas de André, gerando disputas sobre quem conduziria o set.

Outro ponto que chamou atenção do produtor foram exigências consideradas desproporcionais ao tamanho da produção, como a solicitação de escolta armada para deslocamentos curtos até o local de filmagem. JJ comenta que esse comportamento contrastava com momentos de lazer, quando Fiuk circulava pela cidade sem qualquer tipo de segurança adicional.

Com a primeira etapa concluída, a equipe se preparava para retomar as gravações no início do ano seguinte. Porém, os contatos com Fiuk passaram a ficar raros. De acordo com JJ, o diretor tentou falar com ele mais de cinquenta vezes sem resposta. Só então o produtor afirma ter descoberto que Fiuk não queria continuar o projeto porque o roteiro em uso já não correspondia mais à história original escrita por ele.

JJ explica que, a pedido do diretor, criou uma nova versão do roteiro, mais comercial e adequada para atrair patrocinadores. Segundo ele, essa adaptação foi o que tornou possível captar recursos, mas gerou um impasse que nunca foi resolvido. Fiuk, afirma o produtor, não aceitava as mudanças nem as inserções comerciais que garantiam o financiamento.

A ruptura levou André a reiniciar tudo do zero, agora com o título Asfalto. O ator passou a desenvolver um filme próprio. E JJ, após se afastar de ambos, iniciou sua própria produção, financiada integralmente por seus empreendimentos.

Mesmo afastado, ele relata que continuou ajudando Fiuk por meses, sugerindo caminhos e ideias para o longa do ator. A relação estremou depois que Fiuk interpretou como concorrência o anúncio do Desafio Jota Racing, evento de JJ que também abrigará cenas de seu futuro filme.

Hoje, a história que começou como um único projeto deu origem a três. O diretor segue com Asfalto, Fiuk desenvolve seu roteiro e JJ já tem equipe, direção e recursos definidos, com as primeiras cenas previstas para serem gravadas em dezembro, durante o evento esportivo.

A disputa agora migra para o público, que assistirá às três versões nascidas da mesma origem e decidirá qual delas consegue transformar turbulência em cinema.



Fonte:www.glp4.com

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