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Ações de empresas argentinas sobem após vitória de Milei – 26/10/2025 – Mercado


Poucos minutos após a notícia de que o governo de Javier Milei havia vencido as eleições legislativas na Argentina, na noite deste domingo 26), o mercado reagiu. As ações de empresas do país cotizadas no exterior tiveram alta no chamado overnight.

O termo se refere às posições das companhias no intervalo entre o fechamento da Bolsa de Valores e a reabertura no dia seguinte, além de mercados globais que continuam ativos.

A YPF, estatal de energia e maior produtora de petróleo do país, subiu 12%. O banco Galícia avançou 12,9% e o Banco Supervielle, 15,16%.

Logo após o fechamento das urnas, quando apareceram os primeiros sinais de que o seu partido, La Libertad Avanza, teria maioria, o dólar cripto caiu 137 pesos em pouco mais de dez minutos. Passou a valer 1.420 pesos, menos do que os 1.551 de sexta-feira (24) no final da tarde. O cripto é o único tipo de dólar negociado 24 horas por dia.

A cotação de 1.515 pesos é maior do que a banda determinada pelo governo, que varia entre 1.400 e 1.500 pesos.

Antes da votação deste domingo, havia dúvida a respeito da continuidade da política de bandas de flutuação do dólar, mesmo com o governo assegurando que nada mudaria, pouco importando o resultado da eleição.

Em pleito fundamental para a sua plataforma reformista e liberalizante na economia, Milei obteve 40,84% dos votos. Surpreendeu ao ganhar também na província de Buenos Aires. La Libertad Avanza subiu de 37 para 101 deputados na Câmara. No Senado, passou de seis para 20.

“Passamos pelo ponto de inflexão”, disse Milei, no discurso de vitória. “Nos próximos anos, temos de aprofundar o caminho reformista. Agora vamos focar em levar a cabo as reformas que a Argentina necessita.”

Ele afirma que nos dois primeiros anos teve de enfrentar o risco da hiperinflação, o desequilíbrio monetário e os indicadores sociais no país. O presidente deve aprofundar a receita de reduzir o tamanho do estado na economia.

“Estamos comprometidos a fazer da Argentina o país mais livre do mundo”, completou.

Em seu discurso, Milei sinalizou o desejo de alianças com partidos do centro, que não estejam alinhados com o kirchenismo. Os kirchenistas, segundo o presidente, “acreditam que economia é fazer a dança da chuva.”

O resultado eleitoral também pode significar a melhoria dos índices de risco do país pelos dados de agências internacionais. O banco de investimento J.P Morgan, que realizou sua reunião anual em Buenos Aires, divulgou que se Milei obtivesse entre 35% ou 36% dos votos, seria considerado um “resultado positivo” pela estabilidade que ofereceria á sua política econômica.

“”Isso dá muito espaço de manobra ao governo em termos econômicos, mas sobretudo em matéria cambial. Ele pode se preparar para reformas, principalmente a tributária. Os títulos [públicos] devem subir muito, assim como deverá acontecer correção no dólar e no mercado de futuros. Esse resultado [eleitoral] não estava precificado na sexta-feira e o mercado estava muito negativo e 100% dolarizado”, disse ao diário argentino La Nacion Fernando Camusso, diretor da Rafaela Capital.

A vitória legislativa de Milei será comemorada também na Casa Branca. O governo americano o vê como principal aliado na América do Sul. O presidente Donald Trump chegou a dizer que os Estados Unidos “não perderiam tempo” com a Argentina caso a oposição vencesse a eleição deste domingo.

Desde 9 de outubro, Washington realizou compras diretas de peso para estabilizar o valor da moeda. Embora o montante não tenha sido confirmado, economistas argentinos estimara em US$ 400 milhões.

Os dois países também fecharam acordo de estabilização cambial de US$ 20 bilhões.

“O Tesouro permanece vigilante em todos os mercados e temos a capacidade de agir com flexibilidade e força para estabilizar a Argentina”, escreveu no X Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos.

Havia a promessa de até US$ 40 bilhões em fundos públicos e privados para ajudar o país sul-americano a superar as turbulências, Agradecido, Milei visitou a Casa Branca no último dia 14.



Fonte:UOL

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