Em entrevista exclusiva ao Site GLP4, Agyei Augusto fala de um momento que ele define como “virada”. Prestes a lançar o single “Baila Bebecita”, o artista vê a faixa como símbolo de uma nova etapa. “Representa um marco pra mim, porque sinto que é o pontapé inicial de uma nova fase da minha carreira a fase em que eu realmente começo a colher tudo o que venho construindo e a me tornar o artista que sempre sonhei ser dentro da música.”
Ele explica que o single carrega essa mistura de identidade e renovação que o norteia atualmente. “”Baila Bebecita” é dançante, quente, tem latinidade, mas também traz minhas raízes no pop e no R&B. É uma sonoridade diferente, mas necessária para essa mudança que estou vivendo.” Para Agyei, a faixa também reaproxima sua música da cultura preta.
“Ela tem aquela energia dos bailes Charme e das músicas que marcaram gerações, só que com uma cara nova. É minha forma de honrar essa história.”

Essa construção artística, conta ele, não nasceu apenas da música. Agyei se tornou um artista múltiplo ator, cantor e dublador e essa pluralidade moldou sua identidade criativa.
“Eu acho que as três áreas revelam um lado diferente meu, embora todas estejam conectadas. Sem a arte eu não vivo. Não importa se é atuação, música ou dublagem todas me completam.”
A série “Clube Spelunca”, em que interpreta Gabito, também ajudou a fortalecer essa percepção. O personagem leve, enérgico e apaixonado pelo universo K-pop dialoga com a própria personalidade do artista.
“Eu sou um cara ligado no 220, muito enérgico e alegre, e levei isso para o Gabito. Mas o universo do K-pop exigiu estudo. Comecei a acompanhar doramas, grupos e toda a estética pra me aproximar mais dele. Foi um processo muito gostoso.”
Antes disso, Agyei já havia vivido experiências intensas no audiovisual. Em “Sintonia”, produção da Netflix em que interpretou a versão jovem de Nando, ele enfrentou um dos desafios mais marcantes da carreira.
“Foi minha primeira série e já comecei numa das maiores produções da América Latina. Dar vida ao Nando foi desafiador porque eu precisava mostrar a infância dele de um jeito que refletisse no que ele se tornaria.”
O ator também destaca como a variedade de personagens ampliou sua visão sobre a própria capacidade.
“Minha maior referência é o Eddie Murphy justamente por essa habilidade de transitar entre universos completamente diferentes. Eu já fiz traficante, galã, fã de K-pop esse leque é o que mais amo na atuação.”

Na dublagem, Agyei encontrou outra forma de se reconhecer como artista. De Grover, na adaptação de “Percy Jackson”, ao personagem Barney, na Pixar, ele diz que existe uma espécie de espelho emocional quando se ouve nas telas. “Quando me ouço, o que sinto é gratidão por ver que deu certo e por saber que a minha voz faz parte da história de muita gente. Sempre sonhei em fazer parte de algo grande, e a dublagem me mostrou que posso emocionar só com a voz.”
Preparando o lançamento de seu álbum completo para 2026, Agyei vê esse próximo trabalho como uma síntese de tudo o que aprendeu. E volta ao ponto que mais deseja compartilhar: maturidade, afetos e memória.
“Esse disco mostra um Agyei mais maduro. Continuo no R&B, no pop, nas minhas influências de Michael Jackson, Chris Brown, Usher, mas as letras estão mais profundas. Quero falar do amor, da vida, do dia a dia. Quero que as pessoas dancem, vivam, sintam. E quero ajudar a fortalecer o R&B no Brasil.”
Ao fim da conversa, ele resume o que o move nessa nova etapa. “Acredito muito nesse disco. É só o começo do que vem aí.”
Fonte:www.glp4.com