Embora o E2 da Embraer tenha preço mais competitivo (a partir de US$ 46 milhões, contra cerca de US$ 81 milhões do A220, seu concorrente direto), analistas apontavam desde o início que o histórico de relacionamento e a escala de produção favoreciam a Airbus.
A derrota pelo contrato da AirAsia não representa um revés significativo para a Embraer, que acumula vitórias recentes em mercados estratégicos.
Nesta semana, a Embraer confirmou um dos maiores contratos de sua história com a Scandinavian Airlines (SAS), que comprará 45 jatos E195-E2, com opção para mais 10 unidades.
O valor estimado do acordo é de até US$ 4 bilhões (cerca de R$ 21,7 bilhões), com entregas previstas a partir de 2027.
Nos últimos 30 dias, a empresa brasileira anunciou uma série de negócios substanciais que reforçam sua posição em mercados estratégicos.
Durante o Paris Air Show, a Embraer fechou acordos relevantes: a norte-americana SkyWest encomendou 60 jatos E175 com opção de compra para mais 50, em um negócio avaliado em cerca de US$ 3,6 bilhões (aproximadamente R$ 19,5 bilhões) e o governo da Lituânia adquiriu três aeronaves militares KC-390 Millennium para transporte tático.
Fonte: UOL