Essas projeções foram extraídas do acompanhamento sistemático de preços, na economia brasileira, realizado pelo economista Fábio Romão, da consultoria LCA 4 intelligence, um dos mais experientes especialistas em apuração, projeção e análise da inflação brasileira.
Para o futuro próximo, até o fim de 2025, a marcha dos preços registrada pelo IPCA-15 de julho mostra uma tendência mais benigna. Essa tendência é reforçada pelos crescentes indicativos de desaceleração da atividade econômica, em resposta às elevadas taxas de juros fixadas pelo Banco Central, em combinação com uma trajetória mais comportada da cotação do dólar.
Pressões de demanda, típicas de períodos de aquecimento da atividade, influenciam mais diretamente preços de serviços. Embora ainda bem longe do centro da meta de inflação, que é de 3%, os núcleos de inflação nos serviços — que excluem sazonalidades e movimentos inesperados — mostram desaceleração.
No lado dos bens industriais, também observados pelo ângulo dos núcleos mais estruturais, há igualmente indicações de moderação na alta dos preços. O movimento de recuo reflete a manutenção em níveis mais baixos das taxas de câmbio.
São muitas, porém, as incertezas no meio desse caminho para um refluxo lento e gradual da inflação, que, de acordo com as previsões do Boletim Focus, organizado e divulgado pelo Banco Central, aponta inflação de 4,5% no fim de 2026.
Tarifas de energia, por exemplo, serão negativamente impactadas pela bandeira vermelha nível 2, determinada para agosto, podendo se estender no mínimo até outubro. Mas também vão entrar numa gangorra, com o desconto de mais um bônus de Itaipu no mês que vem — fazendo cair a inflação em agosto, mas com rebote em setembro.
Fonte: UOL