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Astrônomos obtêm imagem do resultado da dupla detonação de uma estrela


As explosões consecutivas obliteraram uma anã branca que tinha uma massa aproximadamente igual à do Sol e estava localizada a cerca de 160.000 anos-luz da Terra, na direção da constelação de Dorado, em uma galáxia próxima à Via Láctea chamada Grande Nuvem de Magalhães. Um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano, 9,5 trilhões de km.

A imagem mostra a cena da explosão cerca de 300 anos após sua ocorrência, com duas conchas concêntricas do elemento cálcio se movendo para fora.

Esse tipo de explosão, chamada de supernova Tipo Ia, teria envolvido a interação entre uma anã branca e uma estrela companheira em órbita próxima — outra anã branca ou uma estrela incomum rica em hélio — no que é chamado de sistema binário.

A anã branca primária, por meio de sua atração gravitacional, começaria a sugar o hélio de sua companheira. Em algum momento, o hélio na superfície da anã branca se tornaria tão quente e denso que detonaria, produzindo uma onda de choque que comprimiria e incendiaria o núcleo subjacente da estrela e desencadearia uma segunda detonação.

“Não resta nada. A anã branca foi completamente destruída”, disse Priyam Das, um doutorando em astrofísica da Universidade de Nova Gales do Sul Canberra, na Austrália, principal autor do estudo publicado nesta quarta-feira na revista Nature Astronomy.

“O intervalo de tempo entre as duas detonações é essencialmente definido pelo tempo que a detonação de hélio leva para viajar de um polo da estrela até o outro. São apenas cerca de dois segundos”, disse o astrofísico e coautor do estudo Ivo Seitenzahl, cientista visitante da Universidade Nacional da Austrália em Canberra.





Fonte:UOL

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