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‘Ato covarde’, diz pai de menina baleada na cabeça por policial em Minas


Em entrevista à Itatiaia, Marcelo de Oliveira Souza, pai da menina baleada na cabeça por um policial penal, se pronunciou nesta quinta-feira (19) sobre o episódio.


Lavínia Freitas de Oliveira Souza
, de dez anos, foi atingida quando estava dentro do carro com seu pai a caminho de casa após visitar os avós.

A vítima está internada no CTI (Centro de Terapia Intensiva) Infantil da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora. O estado de saúde é grave.

“Espero que esse ato covarde dele seja julgado para que a justiça seja feita”, afirmou o pai.

Marcelo detalhou seu ponto de vista sobre o ataque: “Quando olhei para minha filha, eu perguntei se ela estava bem, que eu estava com a mão nela ainda, mas ela já estava tombando com o olhinho virando, porque ela tinha acabado de ser atingida”.

O policial penal Márcio da Silveira Coelho, de 34 anos, está preso pelo crime. Na terça-feira (17), a
justiça decretou a prisão preventiva dele
.

O caso

No domingo (15), pai e filha seguiam para a casa da avó em um Volkswagen Santana pela estrada que liga as cidades de Diogo de Vasconcelos e Porto Firme, na Zona da Mata de Minas Gerais.

Segundo relato do pai à
Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), ele percebeu a aproximação de um carro vermelho, um Chevrolet Ônix, diminuiu a velocidade e permitiu a ultrapassagem.

O motorista do outro veículo o ultrapassou, o “fechou” e impediu sua passagem. O pai pensou se tratar de um assalto, acelerou e realizou uma manobra pela direita da via.

Imagens de câmeras de segurança flagram o momento em que o motorista do Ônix persegue o carro da família,
saca uma arma de fogo e dispara quatro vezes
.

A filha do motorista do Santana foi atingida na cabeça e levada pelo pai para receber atendimento na cidade de Viçosa. Depois, ela foi transferida para um hospital em Ponte Nova e está internada em estado gravíssimo.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais
(Sejusp) cita uma “possível briga de trânsito”
como motivação para o crime.

O órgão afirma que “instaurou um procedimento preliminar investigativo no âmbito de sua Corregedoria, que está apurando a conduta do servidor”.





Fonte: Itatiaia

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