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Atual diretor da Abin sabotou investigação sobre espionagem no governo Bolsonaro, diz PF


A Polícia Federal afirma que o diretor da Abin agiu para sabotar as investigações e cita a combinação de estratégias com investigados, recalcitrância na entrega de provas, omissão sobre operações ilegais e potencial manipulação de informações e procedimentos internos. O prejuízo para a apuração, segundo a PF, foi “imensurável”.

Após o indiciamento, servidores da agência divulgaram uma carta aberta pedindo a demissão de Corrêa. Os agentes afirmam que sua permanência no cargo é um “absurdo”.

Ao todo, 36 pessoas foram indiciadas no caso. A Polícia Federal organiza a investigação em seis núcleos – político, comando e alta gestão, assessoria e execução de ações clandestinas, estrutura operacional de inteligência, produção e propagação de fake news e embaraçamento da investigação.

O atual diretor da Abin consta no núcleo de embaraçamento da investigação. Além dele, foram incluídos nesse grupo Alessandro Moretti (ex-diretor-adjunto), Paulo Maurício Fortunato Pinto (ex-secretário de Planejamento e Gestão), Luiz Carlos Nobrega Nelson (Chefe de Gabinete) e José Fernando Moraes Chuy (atual corregedor-geral).

Segundo a PF, o diretor da Abin e seus auxiliares mais próximos agiram para tentar blindar Fortunato, terceiro na linha de comando do órgão, que foi um dos idealizadores do software First Mile. A ferramenta está no centro das suspeitas de arapongagem. O ex-secretário foi afastado do cargo por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Luiz Fernando Corrêa, Alessandro Moretti e Paulo Maurício Fortunato Pinto, com o desiderato de proteger este último, atuaram para inviabilizar a presente investigação, classificando-a como de cunho político, de perseguição, encaminhando informações inidôneas, retardando informações influenciando servidores e dedicando esforços para que não houvesse investigação pela Polícia Federal”, diz o relatório final da investigação.





Fonte:UOL

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