PUBLICIDADE

Banco Digimais esconde perdas em balanço antes de venda ao BTG


Um dos fundos que compraram carteira veicular, o Tabor, tinha inadimplência de 59,9% em abril de 2026. O fundo registrava R$ 960 milhões em carteiras de crédito, com R$ 575 milhões em atraso, incluindo mais de R$ 200 milhões de parcelas vencidas há até dois anos.

O Digimais declarou R$ 366 milhões em créditos vencidos no financiamento de veículos em dezembro de 2025. No mesmo período, apenas o fundo Tabor já registrava R$ 479 milhões em inadimplência, perdas que não apareciam discriminadas nas demonstrações do banco.

Negócios com holding e empresa de pastor

A holding controladora comprou R$ 741 milhões de cotas que o Digimais tinha em um fundo chamado Hermon. O fundo comprou o direito de receber uma indenização judicial ligada a herdeiros da antiga Companhia de Mineração e Siderurgia, encampada em 1940, e estima ter R$ 2,2 bilhões a receber, em disputa que pode levar anos.

Em outra operação, o Digimais cedeu a uma empresa de um pastor uma carteira que incluía contrato rescindido após a venda de um carro roubado. Clientes relataram que, mesmo com decisões judiciais suspendendo cobranças, as cobranças continuaram e passaram a ser feitas pela Hatikvah Participações.

A Hatikvah Participações tem como sócio o empresário e pastor Tiago Gouvêa, da Alive Church, que atua com crédito consignado. A empresa recebeu os direitos creditórios de uma carteira de financiamentos em 30 de dezembro de 2025, comprada por R$ 255 milhões, segundo contrato.



Fonte: UOL

Leia mais