PUBLICIDADE

Bia Santana fala sobre “Metástase”: “A arte é uma forma de dar voz a quem muitas vezes não é ouvido”


A trajetória artística de Bia Santana começou cedo e hoje se desdobra entre dança, moda e atuação. Para ela, todas essas linguagens se encontram em um mesmo ponto: a conexão com a arte. “Tudo em mim pulsa por arte. Meu trabalho se baseia nas minhas vivências, emoções e sensoriais. Quando preciso me esvaziar de compromissos, recorro novamente à arte. Fazer arte é transformar todos os sentimentos, por mais estranhos que sejam, em algo belo. É uma virtude.”

No curta Metástase, Bia interpreta Adriana, personagem envolvida em uma narrativa sobre relacionamentos abusivos. O processo, segundo ela, foi intenso. “Completamente devastador, pesado e, de certa forma, bonito. A Adriana é a personagem mais distante de mim que já interpretei. Foram dias totalmente fora da minha zona de conforto, tanto na preparação quanto nas gravações. Me entreguei 100% ao projeto, como a história merecia.”

Divulgação

O roteiro impactou a atriz pela proximidade com a realidade. “Percebi que isso está mais perto e dentro de nós do que eu imaginava. A história da Adriana, infelizmente, é comum e todas as pessoas estão suscetíveis a vivê-la”, diz.

Com uma estética repleta de metáforas e elementos sensoriais, o filme exigiu uma pesquisa aprofundada. “O ritmo do cinema é totalmente diferente do de novelas. Meu campo de pesquisa foi muito mais no contato com realidades de mulheres ao meu redor, no olho no olho, no ouvir histórias reais. Foi a melhor estreia possível no cinema”, afirma.

Para Bia, projetos como Metástase reforçam o papel da arte no debate social. “A arte tem o poder de escancarar problemas e mostrar o mundo a quem não consegue enxergá-lo de outras maneiras. É um privilégio e uma responsabilidade gigante. O filme vem de forma arrebatadora e expõe questões sociais que precisam ser discutidas.”

A atriz também destaca a importância de manter o equilíbrio emocional diante de personagens tão intensos. “Minha proteção está na minha família, nos meus amigos e no uso do meu tempo livre em coisas que me instigam e me fazem respirar: praia, dança, cinema, livros, academia. Não me permito negligenciar minha saúde emocional.”

Sobre o que espera que o público leve da obra, Bia é clara: “Quero que as pessoas saiam com visões abertas e percepções aguçadas, entendendo a importância de quebrar ciclos familiares e como essas relações nos transformam por dentro. Metástase está lindo, emocionante e impactante. Será um prazer compartilhar esse projeto com o mundo.”



Fonte:www.glp4.com

Leia mais