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Carla Rio celebra 10 anos de carreira na Turnê Viva Pernambuco pela Europa


Em 2015, Carla Rio subiu ao palco do Festival de Montreux, na Suíça, diante de 10 mil pessoas. Na época, o convite feito pelo irmão, André Rio, para integrar a Turnê Viva Pernambuco parecia apenas mais uma experiência. Hoje, a cantora reconhece que aquele momento mudou o rumo de sua vida e marcou o início de uma trajetória de destaque no samba e na música brasileira.

Uma década depois, Carla retorna à Europa para a 25ª edição do projeto, que promove a cultura pernambucana internacionalmente, celebrando também seus 10 anos de carreira. Em entrevista exclusiva ao GLP4, ela relembra a estreia, fala sobre a maturidade artística e sobre o significado de levar o Recife e seus ritmos para além das fronteiras.

Foto: Toni Milicevic

Confira a entrevista exclusiva

Quando você pisou no palco do Festival de Montreux pela primeira vez, imaginava que aquele convite mudaria o rumo da sua vida?

Não. Foi tudo muito rápido. Minha preocupação era não decepcionar meu irmão. Era uma turnê que já tinha levado nomes como Elba Ramalho, Alceu Valença, Naná Vasconcelos… Muita responsabilidade. Foi uma prova de fogo, mas deu certo.

Há algo de poético em voltar à Europa com a mesma turnê que marcou sua estreia. Sente que essa viagem fecha um ciclo ou abre um novo?
Abre um novo. Somos resistência e persistimos no sonho de levar nossos ritmos para o mundo. Cada viagem abre novas portas e a Europa sempre nos recebe de braços abertos.

O que a Carla de hoje carrega de diferente daquela jovem que topou o convite em 2015?
Confiança e a certeza de estar no caminho certo.

O samba é a sua marca, mas você também transita por ritmos do Recife com naturalidade. Como enxerga essa mistura?
Com naturalidade. Amo o samba, mas cresci em uma casa extremamente musical, onde se tocava de tudo. Os ritmos pernambucanos fazem parte da minha história.

A convivência artística com André Rio é tranquila ou rola embate criativo de irmãos?
Tranquila. A gente se ajuda, se diverte e, na maioria das vezes, concorda.

O público europeu escuta diferente?
Eles adoram nossos ritmos. É incrível ver grupos de maracatu formados por europeus em cidades como Londres, Hartberg e Coburg. O samba ainda é o mais forte por lá, mas há público para frevo, forró, maracatu, coco de roda e ciranda.

O que você precisou abrir mão para se tornar a artista que é hoje? E o que nunca abriu mão?
Sempre é preciso fazer escolhas. Às vezes, não posso estar com meus filhos em momentos importantes, mas tenho o apoio deles. Nunca abri mão da minha verdade, de cantar músicas que façam sentido para mim.

Qual apresentação desta turnê já marcou mais?
O show na Embaixada do Brasil em Berlim. Foi especial pela responsabilidade de representar o país e pelo público exigente. Também aproveitei para conhecer a cidade. Agora, seguimos para a Áustria, que deve ser outro momento marcante.



Fonte:www.glp4.com

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