
A arquiteta Cassiana Miranda acredita que o Dia Internacional da Mulher precisa ser visto como um convite à reflexão sobre mudanças que começam dentro de casa. Para ela, discutir igualdade vai além do debate sobre mercado de trabalho ou cargos de liderança.
Segundo Cassiana Miranda, a transformação social começa na base, principalmente na forma como as novas gerações são educadas. “Dentro da minha casa, eu penso muito na educação dos meus filhos, em ensinar respeito, sensibilidade e igualdade. Construir uma sociedade mais justa passa por formar homens que entendam o valor da mulher e não reproduzam padrões de violência”, afirma.
A arquiteta também chama atenção para a sobrecarga feminina nas rotinas domésticas e familiares. “Dentro de casa, a divisão nunca foi realmente equilibrada. A mulher carrega um acúmulo de funções e uma sobrecarga constante.”
Para Cassiana Miranda, o Dia da Mulher é um convite à consciência coletiva e a pequenas mudanças no cotidiano. “O Dia da Mulher é um convite à consciência e à transformação, que começa nas pequenas atitudes diárias, no respeito e na construção de relações mais sensíveis e equilibradas.”
A maternidade também trouxe novos significados para sua trajetória pessoal e profissional. “Depois da maternidade, ficou ainda mais forte para mim a importância de ser exemplo para a minha filha. Quero que ela veja uma mulher que constrói a própria trajetória, com perseverança e coragem de se arriscar.”
Ao definir o que significa ser mulher, Cassiana Miranda resume sua visão de forma direta: “Ser mulher é ter coragem de decidir, mas também sensibilidade para sentir.”
Fonte:www.glp4.com