Não há planos para mudar de endereço. A empresa, porém, deve continuar por lá por mais alguns anos, mesmo que isso seja um entrave para a expansão prática das instalações. “Ainda temos um tempo aqui, mas já existe o entendimento, inclusive dentro do Conselho da família, de que a fábrica um dia precisará sair do centro de São Paulo e ir para outra região”, revela. “Não é só levar as máquinas. É preciso levar o conhecimento também — e o conhecimento está nas pessoas. Isso é uma parte importante a considerar em uma mudança de sítio industrial”, diz o diretor-executivo da Bela Vista.
CEO veio do mercado. Conti, que atua como CEO da companhia, traz sua experiência da Arcor para reformular os modelos de negócio da Bela Vista, companhia familiar na 4ª geração, com Cid Maraia e Laet Maraia dividindo a presidência.
A Biscoitos Bela Vista foi fundada em 1915 no bairro da capital paulista por Nicola Infante. A produção começou com doces finos e caseiros, como suspiros, paçocas, caramelos e chocolates. Alguns anos depois, Nicola decidiu sair do ramo e ofereceu vender sua pequena fábrica para seu melhor vendedor, o imigrante italiano Joaquim Maria de Almeida, que percorria as ruas de São Paulo com sua carroça vendendo doces e pães.
Joaquim comprou a fábrica com a ajuda de dois sócios por 80 contos de réis, ainda na década de 1930. Logo, expandiram a produção e instalaram a nova fábrica na Rua Canindé, no bairro Pari, onde está até hoje. O portfólio aumentou e passou a incluir bolachas e biscoitos maisena, que começaram a ser enviados para todo o Brasil.

Com o sucesso, em 1969 Joaquim comprou as ações dos sócios e firmou a empresa como 100% familiar. Hoje, está na 4ª geração da família.
Fonte: UOL