
A união entre cinema, filosofia, música, teatro e vinho ganha espaço no Rio de Janeiro com a chegada do Cine Bacante, mostra que ocupa o Estação Rio nas terças-feiras dos dias 2, 9, 16 e 23 de junho de 2026, sempre às 20h. A proposta é transformar cada sessão em uma experiência imersiva, reunindo clássicos do cinema mundial, intervenções filosóficas e musicais ao vivo, além de uma atmosfera inspirada nos ritos dionisíacos.
Com curadoria de Fernando Santoro, filósofo, poeta e professor da UFRJ, a programação foi organizada em quatro noites independentes, cada uma dedicada a um tema e a um filme específico. A apresentação dos encontros fica a cargo de Leo Monteiro de Barros, produtor de cinema e TV, sócio da Conspiração e vice-presidente do SICAV.
“Serão quatro noites cinemáticas, filosóficas e vinháticas. A proposta do Cine Bacante é relacionar grandes temas filosóficos a obras cinematográficas de forma inovadora, prazerosa e acessível. Mas não menos profunda. Fernando é um mestre nisso”, afirma Leo Monteiro de Barros.
A abertura, no dia 2 de junho, será dedicada a Medeia, com exibição de “Medea”, de Pier Paolo Pasolini, estrelado por Maria Callas. No dia 9, a mostra apresenta “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, de Bruno Barreto, em uma noite voltada à canção “O Que Será”, de Chico Buarque, e à reflexão sobre liberdade. Em 16 de junho, o tema será Apologia de Sócrates, com o filme “Socrate”, de Roberto Rossellini. Já o encerramento, em 23 de junho, terá como foco Nossa Senhora do Ó, a partir de “Sermões, A História de Antonio Vieira”, de Júlio Bressane.
Além das falas de Fernando Santoro, as noites terão intervenções das atrizes Veronica Filippovna, Luciana Coló e Thiago Raízes, além dos músicos Luciana Coló, Anselmo Salgado e Leo Fucks. A mostra é uma realização do Circuito Estação de Cinema, com apoio do Programa de Extensão Inteligências Ancestrais da UFRJ.
“Faremos uma releitura filosófico-musical dos filmes, com a poesia, a música e o teatro de inspiração órfico-dionisíaca. Inspirados pelo vinho, acederemos aos significados simbólicos e às experiências sapienciais vitais dos ritos ancestrais bacantes”, diz Fernando Santoro.
Fonte:www.glp4.com