Motorista de caminhão de coleta de lixo,
Eledias Aparecida Rodrigues
Laudemir foi
assassinado a tiros aos 44 anos
Renê da Silva Nogueira Júnior
Eledias contou que o lado da via por onde Renê seguia “estava lotado de carros estacionados” e que deu a preferência para ele seguir.
“Coloquei o meu rosto para fora da janela orientando ele, porque a gente já está acostumado com trânsito. Falei para ele passar, porque notei que ele estava com pressa. Falei ‘moço pode vir que dá’”, relatou.
A motorista disse que, nesse momento, o empresário apontou a arma para ela e ameaçou: “Se você esbarrar no meu carro, eu vou te dar um tiro. Duvida?”.
“Não sei se por eu ser uma mulher que estava tentando ajudar ele, na mente dele, talvez, passou que eu estava tentando ensinar ele alguma coisa, e ele me ameaçou”.
Eledias Aparecida Rodrigues
Apesar da ameaça de colisão entre os veículos, Eledias revela que havia espaço suficiente, pois um colega estava entre o caminhão e o carro de Renê.
O gari Tiago Rodrigues foi o primeiro a defender a motorista. “Ele falou: ‘Vai embora! Você já passou. Você vai matar a mulher trabalhando? Nós estamos todos trabalhando. Vai embora’”, detalhou Eledias.
Após a intervenção de Tiago, o assassino confesso desceu do carro com a arma em punho. Os trabalhadores, desesperados, gritaram que ele estava armado e tentaram se esconder. Foi quando Renê atirou e atingiu Laudemir.
“Ele nos tratou ali como nada. É como se você matar uma pessoa hoje, amanhã ela está de volta. É como se nós fôssemos descartáveis”
Eledias Aparecida Rodrigues
“Acho que, por causa do poder aquisitivo dele e do padrão social, ele pensou que não ia dar nada. Quando ele atirou no Laudemir, ele pensou que estava atirando em um saco de lixo também”, afirmou.
A motorista detalhou que, após ser baleado,
Laudemir correu em direção aos colegas e disse “acertaram em mim”
Relembre o caso
Segundo o boletim de ocorrência,
o crime
Renê, que seguia no sentido contrário da via em um BYD de cor cinza, se irritou, alegando que o caminhão de lixo atrapalhava o trânsito.
Armado, o suspeito apontou a arma para a motorista do caminhão e ameaçou atirar no rosto dela. Ele seguiu, passou pelo caminhão, desceu do carro com a arma em punho, deixou o carregador cair, recolocou e atirou contra o gari.
A bala atingiu a região das costelas do lado direito, atravessou o corpo e se alojou no antebraço esquerdo da vítima, que não resistiu aos ferimentos. Renê foi
preso horas depois ao chegar na academia
Renê foi
indiciado por homicídio duplamente qualificado
Fonte: Itatiaia