
Entre os exemplos citados pelo criador de conteúdo estão os casos de Kamylinha, incentivada a se expor de forma sexualizada desde os 12 anos, e Caroliny Dreher, que começou a publicar conteúdos explícitos ainda na adolescência, muitas vezes sob estímulo de adultos.
Essas situações, segundo Felca, fazem parte de um ciclo de exploração que envolve influenciadores, familiares e até redes organizadas, alimentadas por um público que, em grande parte, é composto por adultos com intenções predatórias.
Como denunciar
Casos de abuso, exploração ou sexualização de menores devem ser denunciados imediatamente. Veja as principais formas:
- Disque 100: canal do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania para registrar denúncias anônimas de violações de direitos humanos, incluindo crimes contra crianças e adolescentes. Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.
- Aplicativo Direitos Humanos Brasil: disponível para download gratuito em celulares Android e iOS, permite enviar denúncias com fotos, vídeos e localização.
- Polícia Federal: crimes de pedofilia e compartilhamento de pornografia infantil podem ser denunciados diretamente à PF, inclusive pela internet, no site oficial.
- Delegacia de Polícia Civil: procure a delegacia mais próxima ou a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) da sua cidade.
- Plataformas de redes sociais: utilize as ferramentas de denúncia do próprio aplicativo ou site onde o conteúdo foi publicado.
A importância da ação rápida
Segundo especialistas, a denúncia imediata é fundamental para impedir a continuidade do crime e proteger possíveis novas vítimas. No caso exposto por Felca, muitos conteúdos chegaram a permanecer online por meses, atraindo milhares de interações antes de serem removidos.
Denunciar é um ato de responsabilidade social e pode salvar vidas. Qualquer suspeita deve ser comunicada, mesmo que não haja certeza absoluta do crime — cabe às autoridades investigar.
Fonte:www.glp4.com