Em um aguardado retorno ao Mineirão pela Copa Libertadores, após quase sete anos, o Cruzeiro enfrentou a Universidad Católica (CHI) em um confronto que marcou a segunda rodada da competição, nesta quarta-feira (15/4). A expectativa de mais de 43 mil torcedores celestes, que lotaram o estádio, transformou-se em frustração ao final da partida. A equipe mineira não conseguiu superar os chilenos, sendo derrotada por 2 a 1, um resultado que impacta diretamente sua posição no Grupo D.
Com este revés, a Raposa ocupa agora a terceira colocação do Grupo D com três pontos. A liderança do grupo é do Boca Juniors (ARG), que soma seis pontos, enquanto a Universidad Católica também tem três. O Barcelona (EQU) permanece na última posição, sem pontuar na competição.
Cruzeiro em Campo: Início Promissor e Vulnerabilidades Defensivas
O Cruzeiro iniciou o jogo buscando impor pressão, e logo aos sete minutos, Matheus Pereira criou uma boa oportunidade, exigindo uma defesa difícil do goleiro Bernedo. Contudo, a Universidad Católica, demonstrando boa organização tática, gradualmente equilibrou as ações e passou a avançar suas peças, explorando os espaços deixados pela defesa celeste. As finalizações da equipe brasileira, por sua vez, não encontravam o alvo, como em um chute de Wanderson de fora da área, após receber um bom passe de Villarreal.
A estratégia da equipe chilena focou em explorar o lado esquerdo da defesa do Cruzeiro, onde a cobertura não se mostrava eficiente, deixando o lateral Kaiki exposto. Essa fragilidade foi capitalizada em lances de bola parada. Após um escanteio, um cabeceio de Zampedri atingiu ambas as traves antes de Fabrício Bruno conseguir cortar, sinalizando o perigo iminente. Pouco depois, em novo escanteio, Giani subiu sem marcação e abriu o placar de cabeça, sem chances para o goleiro Matheus Cunha.
Reação Celeste e a Busca Pelo Empate
Com o placar adverso, o Cruzeiro tentou reagir, mas o nervosismo era visível, exacerbado pela insatisfação com a arbitragem do colombiano Carlos Betancur e suas decisões sobre as faltas. Insatisfeito com a postura de sua equipe, o técnico Artur Jorge buscou mudar o panorama da partida no intervalo, realizando substituições estratégicas: William entrou no lugar de Kauã Moraes, e Arroyo substituiu Wanderson, buscando dar mais fôlego e criatividade ao ataque.
A pressão surtiu efeito, e o empate veio de uma jogada aérea. Kaiki foi lançado na área e, em uma tentativa de afastar a bola, Montes atingiu o rosto do lateral, resultando em pênalti. Matheus Pereira, com frieza e categoria, deslocou o goleiro e converteu a cobrança, igualando o marcador. O gol impulsionou a equipe, que cresceu em produção e quase virou o jogo com Villarreal, cujo chute, após cruzamento de William, explodiu na trave. Christian ainda tentou aproveitar o rebote, mas pegou mal na bola.
Desfecho Amargo e o Cenário do Grupo D
Mesmo com a melhora no desempenho e novas alterações promovidas por Artur Jorge, que incluiu Chico da Costa e Bruno Rodrigues, o Cruzeiro não conseguiu concretizar a virada. Christian, um dos jogadores mais lúcidos em campo, ainda obrigou o goleiro Bernedo a realizar uma grande defesa após uma boa jogada de Villarreal, mas o gol da vitória não veio para os mandantes.
A Universidad Católica, por sua vez, passou a administrar o resultado, recorrendo a táticas para ‘segurar’ o jogo. No entanto, nos acréscimos, a equipe chilena foi letal. Em um cruzamento na área, Martínez cabeceou para o fundo das redes, selando a vitória por 2 a 1 e frustrando os torcedores presentes no Mineirão. O resultado mantém o Cruzeiro em uma posição desafiadora na tabela, exigindo atenção redobrada para os próximos compromissos da Libertadores.