A defesa de Dudu se manifestou por meio de nota criticando a demora do Superior Tribunal de Justiça Desportiva após o Atlético ter entrado com um pedido de efeito suspensivo para ter seu jogador à disposição do Palmeiras neste domingo (20). Para os advogados do jogador, a falta de resposta do STJD é “mais que uma omissão”.
Os representantes de Dudu também reclamam de uma foto da auditora do STJD ao lado de advogadas do Palmeiras.
Confira a nota da defesa de Dudu na íntegra:
“O recurso foi apresentado com pedido de efeito suspensivo há mais de 48 horas — e até agora, nenhuma decisão. Essa demora não tem precedente.
É mais do que uma omissão: é sintoma claro de interferência e ausência de isenção. O que agrava ainda mais a situação é a foto publicada no dia do julgamento, em que aparece a auditora do STJD que integrou o colegiado, ao lado das advogadas da presidente do Palmeiras — parte diretamente interessada no resultado.
O slogan estampado? ‘Mulheres ocupando espaços no esporte e no mundo.’
Quando o julgamento trata justamente de um caso que envolve narrativa de gênero, e o discurso público das julgadoras ecoa o da acusação, a imparcialidade desaparece. A verdade é que há processo cível e criminal em curso, pelas duas partes.
O caso nem sequer deveria ser decidido no STJD porque tudo ocorreu extra campo e entre pessoas físicas – tanto eh que ação ajuizada pela Leila foi pelo CPF dela e não CNPJ do clube. Mas o que se viu foi uma condenação construída num ambiente simbólico incompatível com a Justiça — e um efeito suspensivo inexplicavelmente parado.
Com isso Dudu não irá jogar. Jogo de Cartas Marcadas. Essa imagem é mais do que uma foto. É a afronta ao devido processo legal, à defesa e à integridade do futebol brasileiro. Causa indignação!”
Relembre o caso
Dudu, foi
punido nessa sexta-feira (18)
A Procuradoria entendeu que o atacante cometeu infração prevista no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que fala sobre “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem ética, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.
Dudu entrou com pedido de efeito suspensivo no STJD no sábado (19)
Fonte: Itatiaia