Preço do petróleo volta a subir, mas segue abaixo de US$ 100. O contrato futuro com vencimento em julho para o barril do tipo Brent, referência da commodity no mundo, subia 3,1% às 9h, para US$ 96,29, interrompendo o viés de baixa que predominou ontem.
Indefinição de acordo entre Estados Unidos e Irã geram incerteza e aversão a risco no mercado. No primeiro dia de negócios, o preço do petróleo caiu 7% para US$ 93,42, menor em um mês, após membros dos governos de Estados Unidos e Irã afirmarem que estavam perto de assinar um acordo de cessar-fogo de 60 dias que prevê a reabertura do Estreito de Hormuz e a venda livre de petróleo iraniano.
Volta de ataques recolocou incertezas no radar. As Forças Armadas dos Estados Unidos voltaram a atacaram o sul do Irã ontem, ao que o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, respondeu com ameaças. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, por sua vez, disse que a negociação de um acordo pode “levar alguns dias”, frustrando esperanças de um fim iminente para o conflito.
Esse movimento reflete um menor otimismo em relação à consolidação, no curtíssimo prazo, de um memorando de entendimento entre Teerã e Washington. Essa percepção ganhou força após a confirmação, feita por Marco Rubio, de que as negociações entre os países devem ocorrer ao longo dos próximos dias, indicando que ainda não há um acordo efetivamente consolidado entre as partes. Bruno Cordeiro, economista na StoneX
Bolsa brasileira busca manter recuperação. O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 subiu 0,9% ontem, influenciada positivamente pela expectativa de fim do conflito no Oriente Médio. O pregão teve volume de negócios reduzido, abaixo da metade da média diária neste mês, por causa dos feriados nos Estados Unidos e Europa, que reduziu a presença dos investidores estrangeiros. Por isso, a sessão de hoje deve ser marcada por maior volatilidade.
Fonte: UOL