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Dólar fraco pode indicar menos fusões e aquisições entre países
Dólar acumula cinco sessões seguidas de baixa ante real, recuando a R$ 4,99 após iniciar ano em R$ 5,49
O dólar abriu hoje em estável, cotado a R$ 4,99, após cinco sessões seguidas de queda, sendo as duas últimas abaixo de R$ 5,00. Mercado de câmbio segue monitorando as negociações entre Irã e Estados Unidos e o fornecimento de petróleo, que sobe hoje, mas ainda abaixo de US$ 100. No cenário doméstico, investidores repercutem os dados das vendas do varejo divulgadas pelo IBGE.
O que aconteceu
Dólar abre estável. No comercial para venda, a moeda americana iniciou os negócios nesta quarta-feira cotado a R$ 4,99, estável ante fechamento de ontem.
Moeda americana acumula cinco sessões seguidas de baixa. Essa tendência acentua o viés de baixa ante o real. Desde o começo do ano, o dólar acumula baixa de 9%, após iniciar o ano em R$ 5,49.
Fluxo de recursos e guerra sustentam apreciação do real. Especialistas apontam que juros elevados, que atraem recursos de investidores financeiros, crescimento das exportações de commodities para suprir queda do fornecimento provocado pela guerra no Oriente Médio e, ao mesmo tempo, distância geográfica e política do conflito entre Estados Unidos e Irã são três principais fatores que ajudam a fortalecer a moeda brasileira.
Petróleo sobe no exterior. Cotação do petróleo tem queda mais forte no exterior. O contrato com vencimento em junho do barril do tipo Brent subia 0,9% por volta das 9h, valendo US$ 95,50.
Agentes econômicos buscam sinais que Estados Unidos e Irã podem encerrar conflito. O presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou ontem que a guerra entre EUA e Irã está “muito perto do fim”, em entrevista à rede de TV FOX Business. Já o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que o país não vai ceder a pressões, segundos informações da agência de notícias iraniana Irna.
Bolsa brasileira pode ter 12º pregão seguido positivo. Última sessão em que o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 fechou em baixa foi em 27 de março. Todos os pregões desde então foram positivos.
Mercado repercute indicadores do varejo. O volume de vendas do varejo brasileiro cresceu 0,2% em fevereiro, na ante mesmo mês do ano passado, mostram dados apresentados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na comparação com janeiro, o setor avançou 0,6%. Com as variações, o setor atingiu o novo recorde da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio), coletada desde 2000.
Fonte: UOL