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EUA trituram frota de caças F-14 para não cair nas mãos do Irã


Quando entrou em serviço, o F-14 Tomcat representava um salto tecnológico em relação a outros caças da época. Ele combinava três elementos que, juntos, o colocavam em uma categoria própria: radar de longo alcance, mísseis guiados de grande distância e asa de geometria variável.

O radar do F-14 permitia detectar e rastrear múltiplos alvos a distâncias muito superiores às de outros caças ocidentais do período. A asa de geometria variável, por sua vez, permitia operar em pistas relativamente curtas e voar em baixa velocidade com segurança, ao mesmo tempo em que oferecia desempenho robusto em voo supersônico quando retraída.

Ao decidir triturar seus próprios F-14 para dificultar a vida do Irã, os Estados Unidos deixaram claro que a disputa em torno do Tomcat já não era sobre qual país conseguia operar melhor o caça, mas sobre quem controlava o acesso à tecnologia e às peças que mantêm esse símbolo da Guerra Fria no ar. No fim das contas, a “vida política” de um avião é mais longa e complexa do que sua vida operacional.

Ficha técnica

F-14D Tomcat, avião que muda a geometria de sua asa, o que facilita em alguns tipos de operação
F-14D Tomcat, avião que muda a geometria de sua asa, o que facilita em alguns tipos de operação Imagem: Smithsonian National Air and Space Museum

Modelo: F-14
Fabricante: Grumman
Produção: De 1969 a 1991
Primeiro voo: 1970
Aposentadoria: 2007
Comprimento: 19,10 metros
Envergadura (distância de ponta a ponta da asa): 19,55 metros (com a asa “aberta”) ou 11,65 metros (com a asa enflechada)
Altura: 4,88 metros
Peso máximo de decolagem: 33,7 toneladas
Velocidade: Até cerca de 2.500 km/h
Autonomia (distância máxima voada): Cerca de 3.220 km
Altitude máxima de voo: Em torno de 17 km
Preço: Estimado em US$ 38 milhões à época
Observação: As informações podem ser levemente diferentes entre as variações do F-14 fabricadas ao longo dos anos



Fonte: UOL

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