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Ex-Seleção cita atacante do Cruzeiro e pede investimento na base do futebol feminino


Líder do
Campeonato Brasileiro Feminino
, o
Cruzeiro
está classificado de forma antecipada às quartas de final da competição. O time celeste conta com importante desfalque na reta final da fase de classificação: a atacante Byanca Brasil, com uma lesão ligamentar no tornozelo direito, sofrida na vitória por 3 a 1 sobre a Ferroviária, na 11ª rodada. A jogadora está fora da equipe por tempo indeterminado.

Ex-médica da Seleção Brasileira de futebol feminino, Flávia Magalhães analisou o atual cenário de expansão do futebol feminino no Brasil. Ela usou o exemplo de Byanca Brasil para afirmar a necessidade de evolução nas categorias de base da categoria para minimizar impactos de lesões na modalidade.

“Lesões como entorse de tornozelo, síndrome patelofemoral e até rupturas de ligamento cruzado anterior ocorrem com mais frequência em mulheres por uma série de fatores anatômicos, hormonais e biomecânicos”, explica Flávia Magalhães.

Para Magalhães, esse tipo de entorse em atletas é comum, mas o problema exige um protocolo de reabilitação criterioso e individualizado, sobretudo em atletas de alto rendimento. A médica destaca ainda que o ângulo do quadril, a menor rigidez ligamentar e o padrão de aterrissagem são fatores que aumentam a predisposição.

“Além disso, as variações hormonais, especialmente os picos de estrogênio, interferem diretamente na estabilidade articular”, completa, Flávia Magalhães.

Investimento na base

Para a especialista, o cenário ainda é agravado pela falta de investimento em categorias de base femininas, com menos acesso a treinamentos específicos, programas de prevenção e infraestrutura adequada.

“A discrepância entre as estruturas disponíveis para os departamentos médicos e físicos de clubes masculinos e femininos é um obstáculo à plena recuperação e ao desempenho sustentável das atletas”, afirma.

Ela reforça que a lesão de uma atleta de elite como Byanca precisa servir de alerta para o futebol como um todo.

“Precisamos enxergar a reabilitação e a prevenção não como custos, mas como investimentos. E, sobretudo, entender que as mulheres não podem mais ser tratadas como variações e menos relevância do modelo masculino no esporte”, finaliza.

Base feminina no Cruzeiro

A diretoria da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Cruzeiro trabalha para implementar trabalhos de categorias de base no departamento feminino.

Desde o começo do ano, a diretora do setor, Bárbara Fonseca, trabalha nos bastidores para que essa ideia saia do papel e tome forma.

O Cruzeiro tem aumentado o investimento no departamento e viveu transformação importante com a saída da diretora de futebol Kin Saito e a efetivação de Bárbara Fonseca. Depois da troca, o desempenho da equipe evoluiu, tanto no ponto de vista financeiro quanto no desportivo.

Em 2024, o Cruzeiro investiu R$ 8 milhões no departamento de futebol feminino. Número que aumentou em 2025, com projeção de investimento na casa dos R$ 15 milhões, número quase próximo do dobro do investimento da última temporada.

A perspectiva de aportes no futebol feminino seria de algo na casa dos R$ 11 milhões em 2025. Números que foram atualizados com o passar dos meses.

A reportagem procurou o Cruzeiro para atualizar o quadro clínico da atacante Byanca Brasil. O clube informou, por meio da assessoria, que a atleta segue sob cuidados do Departamento de Saúde e Performance.

Ainda de acordo com a Raposa, as atualizações serão feitas pelos canais oficiais celestes assim que possível, a depender da evolução da atleta.





Fonte:
Itatiaia

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