“A gente está conscientemente desenhando fora do regime do clima. Isso está se antecipando a uma nova geografia de poder. A gente quer poder pedir dinheiro à China, aos Emirados, ao Catar, Cingapura, Arábia Saudita”, disse a fonte.
O governo brasileiro também recebeu indicações de interesse de governos da Noruega, Alemanha, Reino Unido, França, Cingapura e Emirados Árabes Unidos. Ainda assim, fontes do governo brasileiro admitem que talvez o fundo não chegue, em um primeiro momento, aos US$25 bilhões de recursos esperados.
Planejado pelo governo brasileiro, o TFFF cria um fundo de investimentos que financia a preservação de florestas tropicais pelo mundo, sem depender apenas de orçamentos nacionais e dos recursos a serem investidos pelos países desenvolvidos — que, até hoje, estão muito abaixo do que é calculado como necessário para conter o aquecimento global e as mudanças climáticas.
A proposta prevê que o fundo tenha grau de investimento AAA e os bonds sejam adquiridos por fundos soberanos de países e investidores.
De acordo com uma fonte que trabalha no planejamento da proposta, a intenção é que os recursos do fundo sejam investidos em bonds de mercados emergentes. Esses bonds pagam, explica, em torno de 8% ao ano. Ao final do ciclo de investimentos, o fundo remunera os investidores de volta, com juros de 3% ou 4% ao ano, correspondente aos valores tradicionais de remuneração de fundos do mesmo tipo. A diferença iria para o investimento na preservação de florestas, em torno de US$4 por hectare.
Para começar, o governo brasileiro quer captar investimentos de governos, com um aporte inicial de US$25 bilhões, para depois alavancar US$100 bilhões em investimentos privados.
Fonte:UOL