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FMI diz que fintechs ajudam a expandir crédito no Brasil – 13/10/2025 – C-Level Plano Brasília


O avanço das fintechs e o aumento da renda dos brasileiros têm ajudado a expandir o crédito no país mesmo com uma das taxas de juros mais altas do mundo, segundo artigo publicado neste mês pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).

O documento aponta que, em 2024, o crédito bancário cresceu 11,5% e a emissão de títulos corporativos subiu 30%, apesar de a taxa Selic estar em 15%. De acordo com o estudo, o crescimento do crédito nos últimos anos tem componentes cíclicos —com a economia aquecida— e causas estruturais, associadas à maior inclusão financeira da população.

“A rápida expansão das fintechs proporcionou acesso ao crédito a mais pessoas”, afirma o artigo, que destaca que cerca de um quarto do mercado de cartões de crédito já é dominado por bancos digitais e outras instituições similares. “O aumento da concorrência reduziu a concentração do setor bancário e reduziu as taxas médias de empréstimo dos bancos tradicionais”.

O texto é assinado por Daniel Leigh, chefe da missão do FMI para o Brasil; Swarnali A. Hannan, chefe adjunto de divisão no Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI; e Rui Xu, economista no Departamento de Mercados Monetários e de Capitais.

As fintechs estão no alvo do presidente Lula (PT), que chegou a enviar ao Congresso uma medida provisória para elevar a taxação sobre elas. A Câmara rejeitou a proposta, mas o mandatário voltou a falar sobre a iniciativa.

“Eu volto na quarta-feira e aí, sim, eu vou reunir o governo para discutir como é que a gente vai propor que o sistema financeiro, sobretudo as fintechs, que tem fintechs maior que banco, que elas paguem o imposto devido a esse país”, disse Lula, na quinta (9).

Os economistas do fundo também destacaram no documento o crescimento do crédito das empresas. “O financiamento corporativo no mercado de títulos triplicou como parcela do PIB (Produto Interno Bruto) na última década, impulsionado por debêntures isentas de impostos”, dizem, em referência ao título de dívida que não sofre cobrança de Imposto de Renda e que também havia entrado no alvo das iniciativas de tributação do governo —na mesma medida provisória rejeitada pela Câmara.

O FMI destaca que a expansão do crédito gera, por outro lado, dúvidas sobre a eficácia da política monetária brasileira. A instituição, no entanto, conclui que as preocupações são infundadas.

Os economistas afirmam que o mecanismo de transmissão da política monetária continua funcionando, em especial após as mudanças implementadas no sistema de empréstimos do BNDES em 2018 — no governo Michel Temer —, que aproximaram as taxas do banco daquelas praticadas pelo mercado. Dados recentes, segundo o relatório, mostram desaceleração no crédito.

“De modo geral, nossa pesquisa mostra que as preocupações com a falta de eficácia da política monetária estão se mostrando amplamente injustificadas e que a transmissão da política monetária no Brasil permanece ativa”, afirma o documento.


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Fonte:UOL

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