
Um ex-funcionário de uma empresa em Belo Horizonte foi obrigado a trabalhar com a calça do uniforme rasgada, deixando as partes íntimas expostas. Ele pediu a troca da peça, mas a empresa negou, alegando falta de novos uniformes. A situação fez com que colegas tirassem fotos e as compartilhassem em grupos de mensagens, transformando o trabalhador em motivo de piada no ambiente de trabalho.
O caso foi parar na Justiça do Trabalho. O funcionário contou que o uniforme rasgou na altura das partes íntimas por causa do uso intenso e do desgaste das atividades. Ao procurar o setor responsável pela troca, foi informado de que não havia novas peças disponíveis. Uma testemunha confirmou a versão: disse que a substituição de uniformes só acontecia quando havia estoque, o que era raro, e que os uniformes eram apertados e rasgavam com frequência, especialmente durante a manutenção de máquinas. O mesmo trabalhador chegou a relatar que já teve de pegar uniforme emprestado com colegas em outras ocasiões.
A empresa recorreu da decisão de primeira instância, mas a Sexta Turma do Tribunal Regional do Trabalho manteve a condenação. A Justiça determinou o pagamento de R$ 5 mil de indenização por danos morais ao ex-funcionário. O processo está em fase de execução.
Fonte: BH 24 Horas