Nesta quarta-feira (3), será realizada uma audiência de conciliação entre a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal para tratar da greve na rede municipal de ensino, que já dura quase um mês.
Os trabalhadores,
que já tiveram parte dos salários cortada, reivindicam uma recomposição salarial de 6,27%, retroativa a janeiro
Em nota, a PBH lamentou a decisão dos profissionais da educação de manterem a paralisação e afirmou estar aberta ao diálogo com a categoria. O município também reiterou que o
reajuste de 2,49% foi acordado com todas as demais carreiras do funcionalismo
Ainda segundo a PBH, até o fim do ano, as férias-prêmio devem ser calculadas e processadas. O governo também garantiu a recomposição das perdas inflacionárias acumuladas entre 2017 e 2022, além da nomeação de 376 servidores para os anos iniciais e outros professores aprovados em concurso vigente.
Para a educação infantil, será encaminhado um projeto de lei visando ampliar o número de professores e reestruturar a carreira. Atendendo a outras reivindicações, o município informou que professores com um turno de trabalho passarão a receber auxílio-alimentação de R$ 18,75 por dia — um benefício que hoje não é concedido. Já para docentes com jornada de 8 horas diárias, o valor do auxílio passará de pouco mais de R$ 37 para R$ 60 por dia, podendo chegar a R$ 1.320 mensais.
A audiência de hoje foi marcada pela Justiça de Minas Gerais, que rejeitou o pedido da prefeitura para declarar a greve ilegal.
A paralisação
completa 27 dias, com mais de 90% das escolas municipais sem aulas
Fonte: Itatiaia