A escalada em relação às estações petrolíferas é outra coisa perigosa. Isso não acontece desde a época da guerra entre Irã e Iraque, quando houve destruições mútuas. Isso pode permitir ao Irã atacar as instalações petrolíferas e de gás natural de Israel, que são importantíssimas.
Se houver uma escalada nesse sentido, pode haver um envolvimento mundial e o preço do petróleo subir sem controle. Qual a finalidade disso? Derrubar o governo do Irã ou o de Israel? Nenhum dos dois países conseguirá isso. É uma destruição inútil. Najad Khoury, professor e especialista em Oriente Médio
Na visão de Khoury, o conflito entre Irã e Israel preocupa a cúpula do G7 pelo risco à economia mundial, já que refinarias e áreas de extração de gás natural estão entre os alvos dos ataques.
Essa guerra não interessa a ninguém. Nem ao próprio Irã, que nunca quis um conflito em seu território por saber que isso custa muito caro. O país sabe que Israel tem apoio de grande maioria do mundo.
Para o G7, não interessa uma escalada que pode atrapalhar o fluxo mundial de petróleo, diminuir o progresso global ou causar mais destruições. O resultado disso é nenhum. Ninguém conseguirá alcançar nada; nem o Irã tem condições de derrubar o governo de Israel e vice-versa. Criar um conflito no Golfo Pérsico, que é sensível à movimentação mundial de energia, é altamente perigoso. Najad Khoury, professor e especialista em Oriente Médio
Para o professor, o presidente russo Vladimir Putin pode exercer papel fundamental como mediador do conflito, já que possui relações melhores com os dois países do que o líder norte-americano Donald Trump.
Fonte:UOL