
A longa disputa judicial entre o apresentador Marcão do Povo e a cantora Ludmilla ganhou um novo e dramático capítulo neste final de ano. No último domingo (28), Marcão do Povo, âncora do programa “Primeiro Impacto” do SBT, registrou uma notícia-crime contra Ludmilla na Polícia Civil de Barueri, São Paulo.
De acordo com Marcão, a cantora ultrapassou todos os limites da liberdade de expressão em um vídeo publicado no dia 19 de dezembro. No vídeo em questão, Ludmilla contesta a notícia de que o apresentador teria sido inocentado das acusações de racismo, afirmando que ele utilizou de manobras legais para evitar as devidas consequências, mesmo a justiça reconhecendo o ato racista cometido contra ela.
Os advogados de Marcão do Povo argumentam que Ludmilla não só faltou com a verdade, mas também “desqualificou uma decisão judicial absolutória”, acusando o judiciário de fraude. Em resposta, o apresentador exige a remoção imediata do vídeo das redes sociais.
Relembre o caso
A batalha judicial entre os dois teve início em 2017, quando Marcão se referiu à Ludmilla como “pobre macaca” durante a exibição do programa ao vivo na televisão.
Em maio de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) chegou a restabelecer uma condenação de um ano e quatro meses contra o jornalista. No entanto, em uma reviravolta jurídica, o tribunal manteve a absolvição criminal de Marcão, sob o argumento de que o recurso da defesa da cantora foi apresentado fora do prazo legal.
Indignada com o desfecho do caso, Ludmilla recentemente recusou uma homenagem do SBT, declarando que não aceitaria ser homenageada por uma emissora que, segundo ela, “dá voz e respaldo a quem comete atos racistas”.
“Ele não foi inocentado, gente. Na verdade, ele usou uma manobra para se livrar das consequências. A justiça reconhece o racismo que ele cometeu contra mim” – afirmou Ludmilla em vídeo.
Fonte:www.glp4.com