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Guilherme Berenguer abre o jogo sobre retorno ao Brasil e desafios em A Vida de Jó


Após uma temporada dedicada à família e ao empreendedorismo nos Estados Unidos, Guilherme Berenguer está de volta aos holofotes brasileiros. O eterno protagonista de produções que marcaram os anos 2000 retorna ao vídeo em uma das apostas mais densas da temporada: a série A Vida de Jó. Em conversa exclusiva com o Site GLP4, o ator detalha os bastidores dessa transição, a disciplina da rotina de gravações e como a vivência fora do país trouxe uma nova camada de profundidade para sua atuação.

O convite para integrar o elenco da produção foi aceito sob medida. Segundo o artista, o que motivou o retorno foi justamente a complexidade do personagem, aliado a um cronograma que permitiu manter a ponte aérea entre os dois países. “Encarei como um presente artístico, um papel com intensidade emocional, espiritual e dramatúrgica muito forte”, afirma Guilherme Berenguer, que também destacou a saudade que sentia da disciplina criativa diária, de segunda a sábado, e do contato direto com o público local.

Foto: Nanda Araújo

Para dar vida ao protagonista na fase adulta, a entrega precisou ser absoluta. O processo de imersão contou com a orientação da preparadora Andréa Avancini, indo além do texto bíblico para atingir um esgotamento físico e psicológico que o papel exigia. Para o ator, a experiência foi transformadora: “Jó me ensinou sobre humildade, sobre viver o presente e aceitar que nem sempre teremos todas as respostas”. Essa maturidade, aliás, parece ser a tônica dessa nova fase de sua carreira, alimentada pelos anos em que esteve focado em projetos pessoais e na liderança de seus próprios negócios.

Confira abaixo a entrevista completa onde Guilherme Berenguer analisa sua evolução desde a época de Malhação, o desejo de interpretar vilões em futuras estreias no streaming e como pretende equilibrar sua trajetória no circuito internacional e nacional.

1. Guilherme, depois de alguns anos vivendo nos Estados Unidos, você voltou recentemente às produções brasileiras com a série bíblica “A Vida de Jó”. O que motivou esse retorno agora e como foi reencontrar o ritmo de gravações no Brasil?

“O que me motivou foi o personagem. Era um projeto com período definido, que me permitiu conciliar Brasil e Estados Unidos. Encarei como um presente artístico, um papel com intensidade emocional, espiritual e dramatúrgica muito forte. Reencontrar o ritmo de gravação foi especial. Eu estava com saudade dessa rotina estruturada, de segunda a sábado, dessa disciplina criativa diária. Também foi muito marcante rever colegas e sentir novamente o carinho do público brasileiro.”

2. Interpretar Jó adulto exigiu uma carga emocional intensa e uma preparação cuidadosa. Quais foram os maiores desafios desse papel e o que ele transformou em você como ator?

“Foi uma entrega total. A preparação começou na leitura do texto bíblico, depois no roteiro e em um trabalho de imersão profundo com a preparadora Andréa Avancini. Foi um desafio emocional, físico e psicológico. Jó me ensinou sobre humildade, sobre viver o presente e aceitar que nem sempre teremos todas as respostas. Como ator e como homem, foi uma experiência transformadora.”

3. Durante o período fora da televisão, você se dedicou à família e também a projetos pessoais e empreendimentos. De que forma essa fase fora dos estúdios contribuiu para sua maturidade profissional?

“Eu acredita que o ator precisa viver para enriquecer sua arte, algo que sempre admirei em Daniel Day-Lewis. Nesse período, me dediquei à família e ao empreendedorismo. Aprendi sobre liderança, trabalho em equipe, respeito aos limites do outro e responsabilidade. Essa vivência trouxe mais maturidade e profundidade para o meu trabalho artístico.”

4. Muitos fãs cresceram acompanhando seus personagens nas novelas dos anos 2000, e agora veem um Guilherme em outra fase da vida e da carreira. Como você enxerga essa evolução artística ao longo do tempo?

“Vejo essa evolução de forma muito positiva. Projetos como Malhação marcaram uma geração, e é gratificante perceber que o público continua acompanhando minha trajetória. A vida transforma o artista. Hoje trago mais maturidade, consciência e profundidade para os personagens, sem perder a essência.”

5. Após esse trabalho mais dramático e espiritual, que tipo de personagem ou gênero você tem mais vontade de explorar nos próximos projetos, seja em séries, novelas ou streaming?

“Tenho muita vontade de interpretar um vilão, personagens complexos, com camadas e conflitos internos. Também me atraem séries e streaming, pela possibilidade de desenvolvimento mais profundo dos arcos. Gosto de drama, mas também tenho interesse em explorar uma comédia inteligente e bem construída. O que busco é desafio e verdade.”

6. Pensando no futuro, seus planos estão mais voltados para consolidar novos trabalhos no Brasil, continuar projetos nos Estados Unidos ou equilibrar as duas frentes de carreira?

“Acredito na conciliação. A experiência com A Vida de Jó mostrou que é possível equilibrar as duas frentes. Continuo desenvolvendo projetos nos Estados Unidos, tanto artisticamente quanto no empreendedorismo, e sigo fortalecendo minha carreira no Brasil. Com o formato atual das séries e plataformas, é totalmente viável manter as duas frentes.”

Sobre o Look:

Styling Samantha Szczerb

Beleza Zuh Ribeiro

Agradecimentos Amil Confecções





Fonte:www.glp4.com

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